domingo, 31 de janeiro de 2016

O vício em smartphones e celulares



Autor: Breno Rosostolato

Levando-se em conta que, em um mundo globalizado, cada vez mais tecnológico e que, com o advento da internet, as informações e o acesso a elas são instantâneos, acho ingênuo discutirmos de modo superficial o problema da dependência a esses aparelhos. Não podemos negar os movimentos contemporâneos e nem se deve ir contra um fenômeno social cada vez mais comum e rotineiro, como o uso do celular e, especialmente, a relação das pessoas com a informatização.

O celular possui tantos recursos e ferramentas que, em alguns casos, “serve até para falar”. A possibilidade de acessar e-mails, sites de relacionamento e ainda poder ouvir músicas a partir dos inúmeros downloads realizados anteriormente são atrativos para qualquer um. O cerne da questão é sempre a banalização do prazer, porque é o uso indiscriminado e demasiado que, em algum momento, pode causar problemas e dificuldade na vida da pessoa.

Se alguém usa sem controle, a qualquer hora do dia e horas se esvaem no celular, talvez seja um indício da dependência, pois o vício é ritualístico, ou seja, a pessoa está condicionada a ligar e usar o aparelho para começar bem o dia. Precisa acessar a rede, verificar mensagens e outras funções. A repetição desse comportamento transforma-se em um movimento automático, concretizando e sedimentando o estado de dependência.

Se para um adulto, que já possui uma personalidade formada e constituída, o uso frequente do celular pode ser prejudicial, imaginemos quando uma criança, que está em pleno desenvolvimento, passa a usá-lo descontroladamente, geralmente para jogar? Isso compromete gradativamente a sua dinâmica.

Deve-se notar se a rotina da pessoa é prejudicada por conta do uso do celular. Chegar atrasado em compromissos, não realizar as refeições em horários habituais, perda de controle dos próprios horários, não concluir atividades simples por causa do uso do celular são alguns exemplos de uma possível subordinação ao uso e um alerta. Para a criança, o efeito do uso desequilibrado pode atrapalhar atividades corriqueiras e, principalmente, nos estudos, prejudicando a atenção e a concentração.

Existem alguns sintomas e comportamentos que podem denunciar o vício: preocupação excessiva com o aparelho, como, por exemplo, nunca deixá-lo sem bateria; ter mais de um celular; preferir carregar o aparelho nas mãos a levá-lo na bolsa; e priorizar o contato via celular. Nos casos mais graves, o vício provoca alteração de humor, respiração, taquicardia, ansiedade e nervosismo.

Lógico que o vício por celulares e smartphones deve ser combatido, pois se trata de um comportamento enraizado na pessoa que atrapalha, confunde e desorganiza, causando, com o tempo, um isolamento social. Algumas correntes psicológicas cogitam que o vício no celular pode estar ligado à Síndrome do Pânico, porque a pessoa não consegue sair de casa sem o aparelho por medo de passar mal na rua e não ter um contato imediato para ajuda. Convence-se que o aparelho é imprescindível e indispensável para se sentir segura.

Estes são os nomofóbicos, ou seja, pessoas que ficam angustiadas quando se sentem impossibilitadas de se comunicar sem a presença do celular. Esse quadro sugere algum transtorno do pânico ou ansiedade, ou seja, o aparelho seria uma espécie de válvula de escape para a angústia e o conflito do indivíduo. A psicoterapia e técnicas comportamentais auxiliam na diminuição da angústia e do comportamento repetitivo e viciante.

Breno Rosostolato é psicólogo e professor da Faculdade Santa Marcelina.

Fonte: Viveiros
 

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Device Guard - Win10 Enterprise

 
Conheça o Device Guard
MS-Windows 10 Enterprise
Texto original aqui

O Device Guard é uma combinação de hardware e de recursos de segurança de software relacionados a empresas que, quando configurados juntos, bloquearão um dispositivo para que ele possa somente executar aplicativos confiáveis. Se o aplicativo não for confiável, ele não será executado. E ponto final. Isso também significa que mesmo se um invasor obtiver o controle do kernel do Windows, a probabilidade será muito menor de ele ser capaz de executar códigos mal-intencionados depois que o computador for reiniciado, devido à maneira como as decisões são tomadas sobre o que pode ser executado e quando.

O Device Guard usa a nova segurança com base em virtualização no Windows 10 Enterprise para isolar o serviço de integridade do código do próprio kernel do Microsoft Windows, permitindo que o serviço use assinaturas definidas por sua política empresarial controlada para ajudar a determinar o que é confiável. Na verdade, o serviço de Integridade do Código é executado junto com o kernel em um contêiner protegido pelo hipervisor do Windows.

Por que usar o Device Guard?

Com milhares de novos arquivos mal-intencionados criados todos os dias, o uso dos métodos tradicionais, como detecção com base em assinaturas para combater malwares, oferece uma defesa inadequada contra novos ataques. O Device Guard no Windows 10 Enterprise muda de um modo em que os aplicativos são considerados confiáveis, a não ser que sejam bloqueados pelo antivírus ou por outras soluções de segurança, para um modo em que o sistema operacional confie apenas em aplicativos autorizados por sua empresa.

O Device Guard também ajuda a proteger contra ataques do dia zero e funciona para combater os desafios de vírus polimórficos.
 
Vantagens de usar o Device Guard
  • Você pode tirar proveito dos benefícios do Device Guard, com base no que ativar e usar:
  • Ajuda a fornecer forte proteção contra malwares, com capacidade de gerenciamento empresarial
  • Ajuda a fornecer a mais avançada proteção contra malwares já oferecida na plataforma do Windows
  • Oferece melhor resistência contra adulterações
Como o Device Guard funciona

O Device Guard restringe o sistema operacional Windows 10 Enterprise a executar apenas os códigos assinados por signatários confiáveis, conforme definido por sua política Integridade do Código por meio de configurações de hardware e de segurança específicas, incluindo:
  • UMCI (integridade de código do modo de usuário)
  • Novas regras de integridade do código do kernel (incluindo as novas restrições de assinatura WHQL (Windows Hardware Quality Labs))
  • Inicialização Segura com restrições do banco de dados (db/dbx)
  • A segurança baseada em virtualização para ajudar a proteger drivers e aplicativos do modo kernel e a memória do sistema contra possíveis adulterações.
  • Opcional: TPM (Trusted Platform Module) 1.2 ou 2.0
O Device Guard funciona com seu processo de criação de imagens. Portanto, você pode ativar o recurso de segurança com base em virtualização para dispositivos compatíveis, configurar a política de integridade de código e definir outras configurações do sistema operacional necessárias para o Windows 10 Enterprise. Depois disso, o Device Guard funcionará para ajudar a proteger seus dispositivos:
  • O dispositivo é iniciado usando a inicialização segura UEFI (Universal Extensible Firmware Interface), para que kits de inicialização não possam ser executados e para que o Windows 10 Enterprise seja iniciado antes de outros componentes.
  • Depois de iniciar com segurança os componentes de inicialização do Windows, o Windows 10 Enterprise pode iniciar os serviços de segurança com base em virtualização Hyper-V, incluindo a Integridade de Código do modo kernel. Esses serviços ajudam a proteger o núcleo do sistema (kernel), os drivers privilegiados e as defesas do sistema, como soluções antimalware, impedindo a execução de malware no início do processo de inicialização ou no kernel, após a inicialização.
  • O Device Guard usa a UMCI para garantir que tudo que seja executado no modo de usuário, como um serviço, um aplicativo UWP (Plataforma Universal do Windows) ou um aplicativo clássico do Windows seja confiável, permitindo que somente binários confiáveis sejam executados.
  • O Windows 10 Enterprise e o TPM (Trusted Platform Module) são iniciados ao mesmo tempo. O TPM fornece um componente de hardware isolado que ajuda a proteger informações confidenciais, como credenciais e certificados do usuário.

domingo, 3 de janeiro de 2016

Cachoeira de Fogo.


Maravilhas da natureza:

Uma cachoeira de fogo?
 
Se um dia você estiver no parque nacional de Yosemite, nos Estados Unidos, não se assuste se ver uma grande queda de lava no final da tarde.

Essa é Horsetail Fail (Queda do Rabo de Cavalo, em inglês).

Esta queda d'água que desaba do El Capitan (uma incrível formação rochosa vertica de 910 metros de altura, sendo um dos principais pontos da prática de alpinismo no mundo), possui uma característica muito singular. Por isso, El Capitan também é famoso por suas muitas cachoeiras.

Nas suas últimas semanas de fevereiro, quando os raios do Sol incidem sobre Horsetail Fail em um determinado horário, suas águas refletem e a ilumina com um brilho dourado dando a impressão de que cai lava ao invés de água, apresentando um show único e espetacular.

Este fenômeno marca o fim do inverno e o início da primavera no hemisfério.