quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Beltane



Beltane
 
Hemisfério Norte: 1o de Maio
Hemisfério Sul: 31 de Outubro

Também conhecido como Dia 1o de Maio, Dia da Cruz, Rudemas e Walpurgisnacht, o Sabbat Beltane é derivado do antigo Festival Druida do Fogo, que celebrava a união da Deusa ao seu consorte, o Deus, sendo também um festival de fertilidade. Na Religião Antiga, a palavra "fertilidade" significa o desejo de produzir mais nas fazendas e nos campos e não a atividade erótica por si só.

Beltane celebra também o retorno do sol (ou Deus Sol), e é um dos poucos festivais pagãos que sobreviveu da época pré-cristã até hoje e, em sua maior parte, na forma original. é baseado na Floralia, um antigo festival romano dedicado a Flora, a deusa sagrada das flores. Em tempos mais antigos, esse festival era dedicado a Plutão, o senhor romano do Submundo, correspondente do deus Hades da mitologia grega. O primeiro dia de maio era também aquele em que os antigos romanos queimavam olíbano e selo-de-salomão e penduravam guirlandas de flores diante de seus altares em honra aos espíritos guardiães que olhavam e protegiam suas famílias e suas casas.


No dia de Beltane o sol está astrologicamente no signo de Tauros, o Touro, que marca a "morte" do Inverno, o "nascimento" da Primavera e o começo da estação do plantio. Beltane inicia-se, acendendo-se, segundo a tradição, as fogueiras de Beltane ao nascer da lua na véspera de 1o de Maio para iluminar o caminho para o Verão. Realiza-se o ritual do Sabbat em honra à Deusa e ao Deus, seguido da celebração da Natureza, que consiste de banquetes, antigos jogos pagãos, leitura de poesias e canto de canções sagradas. São realizadas várias oferendas aos espíritos elementais, e os membros do Coven dançam de maneira muito alegre, no sentido destrógiro, em torno do Mastro (símbolo fálico da fertilidade). Eles também entrelaçam várias fitas coloridas e brilhantes para simbolizar a união do masculino com o feminino e para celebrar o grande poder fertilizador do Deus. A alegria e o divertimento costumam estender-se até as primeiras horas da manhã, e, ao amanhecer do dia 1o, o orvalho da manhã é coletado das flores e da grama para ser usado em poções místicas de boa sorte.

Os alimentos pagãos tradicionais do Sabbat Beltane são frutas vermelhas (como cerejas e morangos), saladas de ervas, ponche de vinho rosado ou tinto e bolos redondos de aveia ou cevada, conhecidos como bolos de Beltane. Na época dos antigos druidas, os bolos de Beltane eram divididos em porções iguais, retirados em lotes e consumidos como parte do rito do Sabbat. Antes da cerimômia, uma porção do bolo era escurecida com carvão, e o infeliz que a retirava era chamado de "bruxo de Beltane", e tornava-se a vítima sacrificial a ser atirada na fogueira ardente.


Nas Terras Altas da Escócia, os bolos de Beltane são usados para adivinhação, sendo atirados pedaços deles na fogueira como oferenda aos espíritos e deidades protetores.

Incensos: olíbano, lilás e rosa.
Cores das velas: verde escuro.
Pedras preciosas sagradas: esmeralda, cornalina laranja, safira, quartzo rosa.
Ervas ritualísticas tradicionais: amêndoa, angélica, freixo, campainha, cinco-folhas, margarida, olíbano, espinheiro, hera, lilás, malmequer, barba-de-bode, prímula, rosas, raiz satyrion, aspérula e primaveras amarelas.

O Ritual do Sabbat Beltane
 

O Sabbat Beltane dos Bruxos começa oficialmente ao nascer da lua da Véspera de 1o de Maio (ou de Novembro, no hemisfério sul), sendo tradicionalmente realizado no alto de uma montanha onde são acesas as imensas fogueiras de Beltane para iluminar o caminho para o verão e aumentar a fertilidade nos animais, nas sementes e nas casas. (Antigamente as grandes fogueiras da Irlanda, que simbolizavam o Deus Sol doador de vida, eram acesas com a centelha de uma pederneira ou pela fricção de duas varetas.)

Se você planeja festejar Beltane em ambiente fechado, deverá acender o fogo em um local apropriado. Certifique-se de colocar um galho ou ramo de sorveira sobre o fogo para reverenciar os espíritos guardiães de sua casa e sua família, trazendo boa sorte para a casa e mantendo afastados os fantasmas, duendes e fadas malévolos. Se você não tiver lugar apropriado, poderá acender 13 velas verdes-escuras para simbolizar a fogueira de Beltane.

Vista-se com cores brilhantes da Primavera (a não ser que prefira trabalhar sem roupa) e use muitas flores coloridas e de odor forte nos cabelos. Antes de vestir-se para a cerimônia, medite e banhe-se à luz de velas com ervas para limpar seu corpo e sua alma de quaisquer impurezas ou energias negativas.

Comece traçando um círculo de 3m de diâmetro e monte um altar no centro, voltado para o leste. No topo do altar, coloque duas estatuetas para representar a Deusa da Fertilidade e Seu consorte, o Deus Cornífero. Ao lado de cada uma delas, um incensório contendo olíbano e selo-de-salomão. No lado direito do altar, coloque um punhal consagrado e um cálice cheio de vinho. Acenda 13 velas verdes-escuras em torno do círculo.

Prepare uma coroa de flores do campo que florescem na Primavera, tais como margaridas, prímulas, primaveras ou malmequeres, e coloque-a no altar diante dos símbolos da Deusa e do Deus. Pode ser colocado um pequeno mastro decorado (com cerca de 1m de altura) à direita do altar, enfeitado com flores e fitas de cores brilhantes.

Ajoelhe-se diante do altar. Acenda as velas e o incenso. Feche os olhos, concentre-se na imagem divina da Deusa e do Deus, e diga: EM HONRA à DEUSA E AO DEUS CORNíFERO, E SOB A SUA PROTEçãO, INICIA-SE AGORA ESTE RITUAL DO SABBAT.

Abra os olhos. Pegue o punhal que está no altar, cumprimente com ele o leste, e diga: OH, DEUSA DE TODAS AS COISAS SELVAGENS E LIVRES, A TI EU CONSAGRO ESTE CíRCULO. Segure o punhal em saudação na direção sul e diga: ABENçOADA SEJA A VIRGEM DA PRIMAVERA, PARA ELA EU CANTO ESTA PRECE DE AMOR. ELA TORNA VERDE AS FLORESTAS E OS PRADOS, OH, DEUSA DA NATUREZA, ELA REINA SUPREMA.

Segure o seu punhal em saudação ao oeste, e diga: OLíBANO E SELO-DE-SALOMãO, GRAçAS A ELA QUE FAZ GIRAR A RODA!

Segure o punhal e saúde o norte, dizendo: ABENçOADO SEJA O SENHOR DA PRIMAVERA, PARA ELE EU CANTO A PRECE DO AMOR. DEUS DIVINO DAS TREVAS, DEUS DIVINO DA LUZ, ESTA NOITE EU CELEBRO OS SEUS PODERES FERTILIZANTES.

Coloque o punhal de volta no altar. Pegue a coroa de flores do campo e coloque-a no alto de sua cabeça. Quando esse ritual é realizado por um Coven, o costume é que o Alto Sacerdote a coloque sobre a cabeça da Alta Sacerdotiza. Ajoelhe-se diante do altar, olhando para as imagens das deidades pagãs da fertilidade. Abra os braços e diga: ESPíRITOS DA áGUA E DO AR, EU PEçO QUE OUçAM A MINHA PRECE: QUE O CéU E O MAR PERMANEçAM LIMPOS, QUE A TERRA SEJA FéRTIL E VERDE. ESPíRITOS DO FOGO, ESPíRITOS DA MãE TERRA, QUE O MUNDO SEJA ABENçOADO COM PAZ, AMOR E ALEGRIA.

Pegue o cálice de vinho e levante-o com o braço esticado, e, enquanto derrama algumas gotas no chão, como libação à Deusa e ao Deus, feche os olhos e diga: QUEIMEM OS FOGOS SAGRADOS DE BELTANE, ILUMINEM O CAMINHO PARA O RETORNO DO SOL. AS TREVAS DO INVERNO DEVEM AGORA TERMINAR, A GRANDE RODA DA VIDA GIROU NOVAMENTE. QUE ASSIM SEJA.

Beba o resto do vinho do cálice e, então, coloque-o de volta no altar. Apague as velas, mas deixe que o incenso termine de queimar. O ritual está agora completo, devendo ser seguido de um banquete, de cantos e danças na direção do movimento do sol em torno da fogueira de Beltane ou do mastro decorado para simbolizar a união divina da Deusa com o Deus.

Fonte: 'Wicca - A Feitiçaria Moderna', de Gerina Dunwich

As 7 pistas que o egoísmo deixa.


A Mente é Maravilhosa

Se você examinar a última semana, ou simplesmente o dia de hoje, com certeza se lembrará de algum momento em que você fez algo por alguém. Algo que tenha representado um esforço pessoal, seja de tempo, dinheiro ou outro tipo de recurso. Você também deve se lembrar de algum momento em que recusou tal pedido porque considerou que esse custo era muito elevado.
    Na maioria das vezes não temos uma grande virtude de generosidade, nem também uma sequência de comportamentos egoístas;em geral estamos num ponto intermediário no qual nos movemos, dependendo de vários fatores, entre eles o nosso momento vital.

Diversas vezes me fiz a pergunta: “Eu estaria sendo egoísta se eu fizesse ou não fizesse tal coisa?” Esta pergunta surge quando alguém faz um pedido razoável e temos que considerar se iremos aceitar ou não, quando atendê-lo envolve um custo para nós. Com certeza você passa por diversas situações em que se faz esta pergunta e a resposta não costuma ser simples.

Por isso, apresento estes 7 traços do egoísmo que podem lhe ajudar no caminho para descobrir comportamentos egoístas, tanto próprios quanto alheios. Quando estes se reproduzem de forma constante, podemos dizer que são característicos de pessoas com excesso de ego.

1. Não mostram as suas fraquezas e vulnerabilidades

Um motivo comum e egoísta para não prestar ajuda é o temor de mostrar fraqueza, de tentar e ficar em evidência ao sentir que sua ação na verdade não foi útil. A pessoa pensa que, por dar uma mão à pessoa que precisa, está mostrando fraqueza e insegurança interior.

Deixarão de lado a verdadeira crença de que todos nós temos fraquezas que nos fazem humanos e que são necessárias para aprender e evoluir.

2. Não aceitam as críticas construtivas

As pessoas com uma atitude egoísta sustentam o pensamento de que o seu entorno procura menosprezar o seu trabalho e potencial. Deste modo, vão procurar a qualquer custo não reconhecer uma crítica construtiva.  Frequentemente se defendem com ironia e é muito difícil que reconheçam que estão enganados.

3. Consideram que merecem tudo

As pessoas nesta atitude egoísta se caracterizam por ser pouco constantes na hora de seguir suas metas. Poderíamos dizer que mudam de ideia continuamente e demandam que cada uma de suas ideias seja valorizada e considerada do mesmo jeito que a da pessoa que já tem uma longa trajetória.

Podem chegar a pensar e dar por certo que o sucesso estará sempre do seu lado, não importando se elas terão que se livrar de alguém que esteja em seu caminho para alcançá-lo.

4. Não escutam os que não concordam com eles

As pessoas egoístas veem como inimigos aqueles que são maduros e inteligentes, já que estes são capazes de respeitar e escutar as opiniões alheias.

Escutar e aprender com outras opiniões é uma boa oportunidade de ampliar os horizontes e crescer. Selecione o que achar interessante, mas não deixe de escutar; não ignore porque você tem medo e nem dê as costas ao mundo.

5. Criticam os outros pelas costas

As pessoas com atitude egoísta preferem a crítica fácil e pelas costas. No fundo, temem não ter razão e o fazem a distância para que a realidade não possa estragar a sua ideia de como tem o seu mundo desenhado na sua cabeça.

Precisam acreditar, por exemplo, que todas as pessoas que são pobres o são porque não querem trabalhar e preferem viver na rua ou porque não tem força de vontade suficiente e constância para se formar. Sustentando estas explicações podem se separar mentalmente das pessoas que vivem em condições precárias, descartando a ideia de que um dia uma virada de má sorte possa levá-las ao mesmo lugar.

No fundo temem pelo seu palácio de cristal…

6. Aumentam as suas conquistas

Uma das carências mais importantes e notórias de uma pessoa com atitudes egoístas tem a ver com a falta de humildade. A humildade é uma virtude preciosa e necessária para crescer como ser humano e como pessoas sociáveis no seu entorno. As pessoas egocêntricas somente irão abafar este potencial pessoal procurando ressaltar e engrandecer as suas conquistas.

Vão se “apropriar” de mais responsabilidade do que de fato lhes corresponde quando o resultado tiver sido um sucesso, e procurarão uma saída de emergência quando o projeto não terminar bem. Por outro lado, você pode contar com eles para navegar, sempre e quando o vento for a favor.
    Os desafios difíceis não foram feitos para elas.

7. Tem medo de se arriscar

Pânico, terror. Ligando com o ponto anterior, não consideram o fracasso porque nunca se expõem a ele. Por outro lado, não hesitam em criticar de forma dura e severa quando os outros não conseguem aquilo que pretendem. São os primeiros a dizer: “mas isso estava na cara…”

Ao longo do meu próprio crescimento pessoal, pude ser testemunha de alguns destes traços anteriores, e há um momento em que você se dá conta do egoísmo, de que você não está se responsabilizando pelas suas ações e começa a ver a luz da maturidade…
    É então que você se dá conta do dano que estava fazendo às pessoas que gostam de você. É então que você começa a crescer e se arriscar. E tudo que foi comentado anteriormente começa a mudar positivamente e florescer adequadamente. Você deixa de ser egoísta e passa a dar amor à vida e aos outros.

Texto original em espanhol de: Paula Díaz

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Vírus do roteador: o que é, como se instala e quais são os 'sintomas'


Tecnicamente, ele não é um malware. Porém, leva um nome capaz de assustar. O chamado "vírus do roteador" aplica golpes de mestre, sem que o dono da máquina perceba, e "se instala" sorrateiro em um dispositivo crucial para a sua conexão com a Internet, porém totalmente vulnerável: o roteador Wi-Fi. Com o poder de mudar o endereço DNS e direcionar a navegação para sites falsos, os objetivos são vários e vão desde a exibição volumosa de anúncios, para lucrar com sistemas como Google Ads, até a instalação de softwares mal intencionados que roubam dados pessoais e bancários das vítimas.

O TechTudo conversou com especialistas, explica como tudo acontece e ensina como se proteger.

Roteador pode ser infectado de duas maneiras

O golpe funciona com dois tipos de ataque. Um deles é remoto, sem interação com o dono do roteador. O computador nem precisa estar ligado e ninguém precisa clicar em nada. As mudanças ocorrem todas no dispositivo distribuidor de rede que, para funcionar, usa um software, o firmware, cheio de falhas.

"É tão silencioso e tão fatal que pode controlar a navegação de todos os dispositivos da casa."
Fábio Assolini, Kaspersky Lab


"As pessoas não imaginam como uma mudança tão pequena pode afetar sua vida", alerta Fabio Assolini, analista sênior de segurança da Kaspersky Lab, que detalhou os dois tipos de golpe.

O segundo tipo, é um ataque feito pela Internet e envolve interação. O usuário recebe um e-mail com um tema qualquer, com um link para um site. Muitas vezes, são usadas imagens de diferentes formatos de arquivo para executar os scripts em mensagens de e-mail. Exatamente por isso, grande parte das caixas de mensagem não abrem figuras de origens desconhecidas por padrão.

Na hora em que o internauta clica nesta URL (esteja em um foto ou em um texto), uma série de scripts entram em ação e dão um comando para alterar o DNS do roteador que usa senhas padrão, aquelas que já vem configuradas. Muita gente ainda faz isso, não troca a senha que vem da operadora por uma senha forte.

O script tenta adivinhar o login de rede e mudar o DNS do roteador do computador. Caso o usuário tenha trocado a senha padrão, vem aí mais uma etapa. A vítima recebe um e-mail, clica no link, e o script tenta adivinhar a senha e não consegue. É aí que abre uma janelinha pop-up pedindo a senha do roteador. Se o usuário "entregar", será infectado e terá o seu DNS alterado, redirecionando os sites.

O que acontece com uma rede Wi-Fi infectada?

Com a mudança do DNS, o roteador vai direcionar toda a navegação de Internet para sites que o criminoso controla. Isso significa que não será notado nenhum vírus ativo no computador. Ele impacta em todos os dispositivo conectados, inclusive seu celular, conectado ao mesmo dispositivo de rede.

"Não fica nenhum vírus ativo na máquina. Por isso, tecnicamente, não classificamos isso como um malware", explica Assolini.

O antivírus tem recursos que podem detectar a mudança de DNS, mas especialmente quando o usuário vai acessar sites de banco, pagamentos e conta online, que contam com uma camada a mais de proteção. Não existe, porém, um sintoma gritante e universal. O sinal mais confiável de que o usuário está com problema é que o cadeado de segurança de sites https desaparece. O DNS encaminha a navegação para um site falso, sem segurança, e rouba seus dados do banco, do e-mail, do que quiser.

Outro sintoma é a lentidão na navegação, pois você está compartilhando uma rede com várias outras vítimas. Em alguns ataques, o criminoso consegue evitar isso, sem deixar o computador lento. Quando há uma estrutura maior, o criminoso consegue administrar muita gente na mesma rede sem impacto.

Por que alguém faria isso?

Tudo depende do objetivo do criminoso. O golpe pode envolver banners de publicidade, ads e links maliciosos. Como resultado, o usuário vai começar a ver propagandas demais nos sites em que visita, em páginas que tradicionalmente não tem propagandas, como o Wikipédia, que vive de doações.

Além de roubar os dados financeiros e causar prejuízos às vítimas, golpistas aproveitam recursos como o AdSense, criam sites falsos cheios de propaganda, e lucram com os cliques que você dá neles.

É fácil perceber quando o foco é lucrar com anúncios. Normalmente, a propaganda aparece torta na versão desktop. Ou, no celular, o dono do aparelho começa a ver sites com propaganda versão desktop e não móvel. Smart TVs, videogames, tudo fica vulnerável se for um dispositivo conectado.

"É tão silencioso e tão fatal que pode controlar a navegação de todos os dispositivos", alerta Assolini, ao apontar que todos os dispositivos domésticos são, normalmente, conectados a um mesmo roteador.

Como evitar ou se livrar do vírus do roteador?

Lembram dos dois tipos de ataque citados no início do texto? Eles fazem toda a diferença. No primeiro tipo, o criminoso está explorando alguma vulnerabilidade e só há um jeito de resolver, atualizando o firmware do roteador. As atualizações trazem correções de bugs e falhas de segurança.

Entretanto, a atualização do firmware não é muito usual, nem muito fácil. Se for mal feita, pode transformar o roteador em um tijolo e o dispositivo não vai mais funcionar em rede, com perda total. A primeira coisa a fazer sem pensar em firmware, é trocar o dispositivo de rede por um novo.

No segundo caso, em que houve interação do usuário (tente se lembrar de algo), basta que o usuário troque a senha. Na hora que estiver navegando, caso um pop-up peça login e password, não se deve arriscar. O visual da tela é parecido com o do Windows, não lembra um navegador ou sites.

Ainda segundo especialistas, um bom programa antivírus consegue alertar quando houver algo de errado. Quando o usuário entrar em um site falso de banco, o antivírus vai relatar e vai proibir o acesso ao site. Nenhum sistema vai, porém, impedir isso de acontecer com o roteador doméstico.

Fernando Mercês, pesquisador da Trend Micro, deu ainda algumas dicas importantes. O especialista recomenda, além de um bom antivírus, usar plugins de browser que controlem a execução de scripts, como o No-Script. Outra sugestão do especialista é a troca do IP do modem/roteador para um IP "não padrão", que pode demandar a presença de um técnico para que tudo ocorra sem problemas.

Um pesadelo para todos os usuários

Esse tipo de ataque afeta qualquer sistema operacional: Mac OS, Windows, Linux, Android, iOS, Windows Phone, BlackBerry, todos eles. Também não é possível instalar um antivírus no roteador, ainda, e todos os dispositivos de redes tem falhas. Alguns fabricantes se preocupam mais, outros não tem o mesmo cuidado. Dos que se importam, recebem o alerta da falha de fazem a correção do firmware. Nem sempre, porém, os usuários ficam sabendo delas ou sabem executá-las de forma segura e adequada.

"Na dúvida, procure sempre os grandes nomes, os mais importantes. Evite adquirir marcas desconhecidas e muito baratas", conclui Assolini, dando a dica para o consumidor. Ainda de acordo com o especialista, "marcas grandes" costumam se preocupar mais com esse risco.

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

As equilibradas que me perdoem, mas maluquice é fundamental!


Nós Amamos Mulheres Malucas
Lounge | Obvious Magazine
Thiago Lira

Mulher que não soluça em novela mexicana? Mulher madura, calma? Não, essa não. A gente ama é um dramalhão.

As equilibradas que me perdoem, mas maluquice é fundamental. Queremos mulheres a beira de um ataque de nervos. Mulheres que cantem bem alto o que querem e dancem sozinhas no meio da sala, girando na frente dos convidados do jantar, logo depois de pedir a eles que se retirem pois "o casal agora vai para o quarto". Queremos mulheres que cuspam na nossa cara as inquietações, as vontades e não-vontades, a maluquice de sempre, porque mulher sem maluquice não é mulher, é um trofeu que você esquece no alto da estante.

Mulher tem que ser doida de pedra. Mulher que não enlouquece, não embarga a voz, não lacrimeja porque a quiche não ficou boa, o bolo solou, o esmalte borrou. Essa a gente prefere olhar de longe, desconfiado. Aí tem coisa muito errada. Mulher que não soluça em novela mexicana? Mulher madura, calma? Não, essa não. A gente ama é um dramalhão.

Se elas não saem do sério a gente não se sai bem no amor. A patricinha montada e sonsa nos cansa e a perfeita elegância das modelos longilínias e impecáveis nos entedia. Queremos unha quebrada. Grito assustado no meio da noite. Abraço com lágrimas de "cuida-de-mim". Queremos dizer "não foi nada" quando elas ralarem a lanterna traseira do carro no pilar da garagem.

Quanto mais louca mais linda, mais apaixonante. A fragilidade emocional da mulher não edifica uma pseudo-superioridade masculina. Essa fragilidade pode ser o combustível da ternura, do afeto. Podemos até admirar mulheres duronas, equilibradas, constantes. Mas o que nos deixa desnorteados, patetas apaixonados, bobos mesmo, é a mulher maluca. Só a mulher maluca é capaz de fazer gato e sapato da nossa vida.

Por isso eu adoro Mabel, a personagem adorável do filme "Uma Mulher sob Influência", de John Cassavets. Ela é só um exemplo de mulher amada intensamente por ser exatamente o que é – apaixonantemente maluca.

Matéria original aqui

Um dia alguém vai aparecer na sua vida e te fará entender por que você esteve sozinho até agora

Revista Bula

Por Rebeca Bedone

Há quem diga que estar solteiro não é sinônimo de solidão. É verdade, você não precisa de outra pessoa para ser feliz, pois a felicidade está dentro de você; nos seus projetos e em suas conquistas, na sua saúde e em sua família. Por outro lado, já ouvi gente feliz dizer que gostaria de ter alguém, um amor para compartilhar a vida e os sonhos. E explicam que estão sozinhos por falta de opção, porque está cada vez mais difícil encontrar alguém que esteja disposto ao amor e ao relacionamento.

Excetuando os solteiros convictos, aquelas pessoas que escolheram não ter um compromisso com alguém, os sozinhos que ainda não encontraram seu par costumam sentir certa confusão quando a tristeza lhes invade. E quanto mais tempo passa, o amor se torna uma decepção.

O problema é que a desilusão fecha as portas para novas possibilidades. Ao fim do dia, acostumado a voltar sozinho para casa, para sua cama onde não há risos nem vozes, apenas o silêncio de estrelas distantes, você se acomoda. E também se questiona “O que eu tenho de errado?”.

Você perde o sono, perde o tempo que poderia aproveitar enquanto se afoga em dúvidas. Sua página em branco lhe espera, mas você hesita. É… dá medo.

Veja. O amor requer coragem e disposição. Amar é ousadia. Se você não estiver disposto a fazer um relacionamento dar certo, pode ser que ele nem comece.

Por outro lado, ao conhecer alguém interessante, se você for com muita sede ao pote, acaba sufocando aquele que não consegue administrar suas expectativas e sua carência afetiva. Por isso, precisa deixar as coisas acontecerem naturalmente.

Pode parecer paradoxal, mas o enlaço entre duas pessoas precisa vir do desprendimento delas, de uma independência dos dois, mas sem individualismo. Porque no mundo cada vez mais individualista em que vivemos, onde estamos nos perdendo uns dos outros e até mesmo de nossos próprios anseios, estamos nos acostumando a relações superficiais e rápidas, que camuflam a essência do amor. Estamos até correndo o risco de desistir de amar.

É certo que essa maturidade exige esforço e compreensão. E por mais que você queira ter a companhia de alguém, você também já sabe o que não quer. Não se permite se entregar a alguém que não ouve os seus desejos e não se interessa por sua vida, e que não ri contigo das loucuras que você pensa. O que você procura é alguém que te impulsione para frente, alguém que faça valer a pena deixar de ser solteiro.

Enquanto isso, você se dedica ao trabalho e às viagens que deseja fazer. Lê poemas, mesmo sem os entender totalmente. Procura olhar nos olhos mais vezes que olha para a tela do seu celular. Faz exercícios físicos regularmente. Pratica a paciência. Pratica a paciência outra vez. Cuida do seu animal de estimação. Ri até chorar. Depois chora até o peito parar de doer.

Salve seu coração. Não há nada de errado contigo. Também não há nada de errado em querer alguém que sinta a simplicidade da vida nas entrelinhas, um ser imperfeito como você e que desperte em ti a vontade de ser uma pessoa melhor a cada dia.

Não tem problema se outras pessoas não entendem por que você é seletivo. Desde que a seletividade não o impeça de perceber que o amor é possível. Confie nas suas escolhas. Seja espontâneo. Converse com as estrelas quando elas forem as únicas a lhe fazerem companhia.

É como uma oração. Um dia você saberá… Um dia alguém vai aparecer na sua vida e te fará entender por que você esteve sozinho até agora.

Artigo original aqui

sábado, 24 de outubro de 2015

Máquina para fazer cerveja em casa pode ser controlada pelo celular

 
Techtudo

Um grupo de americanos resolveu dar uma força aos fãs de cerveja e criou a Brewie: uma máquina para elaborar cerveja caseira 100% automatizada. O produto, que tem suporte para ser controlado por meio de um app para smartphones, disponibiliza ainda 23 parâmetros para a criação de novos sabores, possibilitando criar diversas bebidas diferentes.

Com um design compacto, que cabe em qualquer lugar, a máquina foi projetada para agradar dos iniciantes até os criadores de cerveja mais experientes. Isso porque ela é intuitiva, e para começar o processo, basta apertar um único botão. Além disso, o aparelho tem uma função auto limpante, que inclui a quantidade de água de lavagem, tempos de temperatura e resfriamento.

Com relação aos ingredientes, os donos podem encomendar tudo a partir da loja online Brewie, ou, para os mais ousados, modificar a receita com seus próprios ingredientes. Com uma potência de 2000 W e voltagem  230 V, o aparelho de 25kg tem capacidade para produzir até 20 litros de uma única vez. Com ela, os usuários podem criar mais de 200 receitas, tudo com a ajuda de uma base de dados enorme.

O aparelho conta ainda com suporte de apps para o PC, tablet e smartphones Android e iOS. Com ele, o usuário pode acompanhar o processo a qualquer momento e de todos os lugares. Por ter uma tecnologia nova 100% automatizada, já era de se esperar que o preço não fosse dos mais baratos. O preço da máquina varia de US$ 999,00 a US$ 10 mil.

Via Brewie

Ferramenta online ajuda usuários a padronizar trabalhos nas normas da ABNT

Ferramenta já é utilizada por cerca de 10 mil usuários
Escrever utilizando uma linguagem acadêmica pode ser complicado para quem não tem costume. Mas nada se compara com o trabalho que dá colocar todo o material produzido dentro das normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Os estudantes Yguaratã Cavalcanti, Paulo Silveira e Bruno Melo perceberam essa dificuldade quando fizeram pós-graduação em computação na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), em Recife.

Por estar em um curso relacionado a computação, o trio de amigos era hábil com várias ferramentas que facilitavam a formatação de trabalhos acadêmicos. Como nem todo mundo tem a mesma sorte, os estudantes decidiram remover os entraves tecnológicos e criar uma plataforma intuitiva e prática na qual mais pessoas pudessem editar seus documentos já dentro de templates padronizados.

A ideia surgiu há quatro anos, mas teve vários protótipos e só ganhou uma versão disponível para o público em julho de 2015. Desde então, cerca de 10 mil pessoas já usaram a ferramenta.

Para utilizar a Fast Format, basta entrar no site e criar uma conta. A partir dai, o usuário pode escolher o template que quer utilizar. Estes são em padrões específicos de diversas universidades, além de periódicos acadêmicos e formatações exclusivas de conferências - os internautas podem submeter pedidos para a inclusão de modelos de instituições específicas, que podem demorar um período de uma semana para irem ao ar.

Após a escolha, é aberto um editor de texto. “Vale lembrar que a escrita ocorre na própria ferramenta, parecido de como é feito em blogs. Não é uma ferramenta na qual você carrega seu arquivo e o converte na ABNT”, disse Yguaratã Cavalcanti em entrevista a GALILEU. Os arquivos ficam salvos na conta do usuário na plataforma e, quando estiverem prontos, podem ser exportados em diferentes extensões.

A intenção dos criadores é criar uma empresa e conseguir investimentos para tocarem o negócio. No momento, a ferramenta ainda é gratuita, mas o trio de amigos está aceitando doações para que as pessoas possam usá-la sem cobrança. “Dependendo das doações podemos manter a gratuidade. Mas caso precisemos cobrar, ainda será um preço acessível”, diz Cavalcanti. “Fazemos uma comparação: para formatar um trabalho, as pessoas cobram pelo menos R$ 200 - a Fast Format não será nem de longe tão cara.”

*Você pode acessar a Fast Format por aqui

Água em Marte e filme com Matt Damon: coincidência ou conspiração?


 Revista Galileu

Em uma cena do filme Perdido em Marte, o ator Jeff Daniel, que interpreta o diretor da Nasa, diz: “Quando alguma missão falha, as pessoas esquecem do por que voamos para o espaço”. A fala não é um conselho de mãe com roupagem astronômica. De fato, como escreveu o psicólogo americano Roy F. Baumeister, da Universidade da Flórida, em um artigo para o The Review of General Psychology, acontecimentos ruins têm um impacto maior do que os bons no nosso cérebro.

Por isso, não será surpresa se você sair da sessão do novo filme de Ridley Scott com três grandes dúvidas: 1) “Peraí, o Matt Damon desnutrido empurrou a tampa de um foguete de 400 kg com as costas?”; 2) “Os astronautas fazem reparações do lado de fora das espaçonaves, em órbita, sem nem uma cordinha para segurar? Eles não assistiram ao filme Gravidade?”; e 3) “Será que o longa é uma grande propaganda da Nasa?” Provavelmente, a resposta para a última questão é não, mas nem por isso deixa de fazer sentido.

Qualquer pessoa mais atenta deve ter achado estranho o fato de a agência espacial americana ter divulgado a existência de água em Marte exatamente na mesma semana do lançamento do filme. Seria possível que a Nasa tivesse segurado a informação para as pessoas ficarem animadas com a possibilidade de uma viagem tripulada ao planeta vermelho e, assim, conseguir apoio público para seus programas espaciais, esquecendo possíveis futuras falhas e mantendo a chama do glamur das viagens interplanetárias acesa em nossos corações? Ou melhor: será que tudo não passa de um golpe de marketing do filme? É nessa hora que o sensor interior de teoria da conspiração explode. Mas vamos aos fatos:
O livro (já li, recomendo)
1) A Nasa já era fã do livro que deu origem ao filme, escrito por Andy Weir, e trabalhou na produção do filme para garantir a precisão científica da obra. Em entrevista à revista Wired, Weir comentou: “Eles adoraram o livro e viram a obra como uma oportunidade para engajar as pessoas nas viagens espaciais”. Isso quando eles nem sabiam que Matt Damon interpretaria um colega de trabalho.

2) Enquanto o mundo estava surpreso com a descoberta marciana, Ridley Scott bocejava. O diretor do filme afirmou ao jornal The New York Times que a Nasa já havia contado a ele sobre a existência de água em Marte há dois meses. Scott disse ainda que isso teria mudado o enredo do filme, se a produção já não tivesse acabado.

3) A coincidência já aconteceu antes. Algumas versões em DVD do filme 2001: Uma Odisséia no Espaço, contém extras com um discurso do escritor Arthur C. Clarke, autor do livro em que o filme foi baseado, no qual ele afirma: “Nas últimas semanas, os astrônomos estão animados com as frequências de rádio vindas de um ponto entre as estrelas Vega e Altair, que devem ter uma explicação natural, mas cujas características são tão extraordiárias que ainda não há nenhuma explicação plausível”. Ou seja, bem no lançamento de 2001, na década de 1960, a Terra estava recebendo ligações de ETs? Com uma notícia assim, não seria difícil encontrar pessoas animadas em ver um filme que tratasse do assunto.

4) A Nasa planeja enviar seres humanos a Marte e ela precisa de dinheiro público para isso. Sim, a agência é um órgão do governo, e, apesar da realidade americana ser bem diferente da do Brasil, ela precisa do dinheiro dos cidadãos para sobreviver. Caso a opinião pública se voltasse contra o órgão, como eles realizariam todas as cinco missões necessárias para conseguir enviar Matt Damon, ou qualquer outra pessoa, a Marte em 2030, conforme o plano?

Nem sempre a importância de se fazer investigações espaciais são evidentes. Nem sempre são óbvios os motivos que fazem um governo aumentar em U$ 6 bilhões a verba de um programa espacial (sim, Obama fez isso!), enquanto problemas graves acontecem na Terra. Logo, como afirmou o jornal The Guardian, se os cientistas da Nasa, a indústria cinematográfica e seus respectivos assessores de imprensa têm um interessem em comum — o qual, por sinal, diz respeito a toda humanidade e ao futuro dela — por que não?

Veja o trailer do filme:


sexta-feira, 23 de outubro de 2015

The Who - 51 anos e atual

The Who! 

The Who é uma banda de rock britânica surgida em 1964. A formação original era composta por Pete Townshend (guitarra), Roger Daltrey (vocais), John Entwistle (baixo) e Keith Moon (bateria). O grupo alcançou fama internacional, se tornou conhecido pelo dinamismo de suas apresentações e passou a ser considerado uma das maiores bandas de rock and roll de todos os tempos. Eles também são julgados pioneiros do estilo, popularizando entre outras coisas a ópera rock (principalmente com Tommy).

No princípio de sua carreira a banda ficou famosa por arrebentar completamente seus instrumentos no final dos shows (especialmente Townshend, cuja destruição de guitarras tornar-se-ia um clichê do rock, e o alucinado Keith Moon, mandando seu kit de bateria pelos ares). Seus primeiros álbuns mod, repletos de canções pop curtas e agressivas, os distintos power chords de Townshend e temas recorrentes de rebelião juvenil e confusão sentimental, foram influências primordiais no surgimento do punk rock e do power pop.

 


The Who surgiu a partir de um grupo anteriormente, The Detours, e estabeleceram-se como parte da pop art e do mod, ficarm conhecidos pela arte auto-destrutiva, destruindo guitarras e baterias no palco.

A primeira banda que pode ser considerada a base do Who foi um grupo de "trad jazz" montado por Pete Townshend e John Entwistle, chamado The Confedereates. Townshend tocava banjo e Entwistle trompa (instrumento que ele continuaria a usar no Who e em sua carreira solo). O vocalista Roger Daltrey conheceu Entwistle na rua (enquanto este último carregava seu baixo pendurado no ombro) e o chamou para entrar para sua banda. Entwistle concordou e sugeriu Townshend como guitarrista rítmico.

No princípio essa banda era conhecida como The Detours. Assim como muitos de seus contemporâneos britânicos, o grupo era fortemente influenciado pelo blues americano e country music, inicialmente tocando mais rhythm and blues. A primeira formação consistia de Roger Daltrey na guitarra base, Pete Townshend na guitarra rítmica, John Entwistle no baixo, Doug Sandom na bateria e Colin Dawson nos vocais. Depois de Dawson deixar a banda, Daltrey assumiu sua vaga e Townshend se tornou o único guitarrista. Em 1964 Doug Sandom saiu do grupo, e Keith Moon se tornou seu baterista.

O Detours mudou de nome para "The Who" em 1964 e, com a chegada de Keith Moon, a formação estava completa. No entanto, por um breve período em 1964, sob a direção do afamado mod Peter Meaden, eles mudaram de nome novamente, agora para High Numbers, lançando o compacto simples "Zoot Suit / I'm The Face", designado para atrair o público mod. Com o fracasso do compacto simples, a banda demitiu Meaden e retornou ao nome The Who, passando a ser empresariada por Chris Stamp e Kit Lambert. Pouco depois conseguiram se tornar uma das bandas mais populares entre os mods britânicos, uma subcultura dos anos 60 que unia modas, Motonetas e gêneros musicais como o rhythm and blues, soul, e música beat.


Para destacar seu estilo, a banda criou o slogan "Maximum R&B".

Em setembro de 1964, na Railway Tavern em Harrow and Wealdstone, Inglaterra, Pete Townshend destruiu sua primeira guitarra. Tocando num palco alto demais, o estilo físico das performances do guitarrista resultaram no rompimento do corpo de seu instrumento, quando ele se chocou contra o teto. Furioso com as risadas da plateia, Townshend arrebentou a guitarra em pedaços, pegou uma Rickenbacker de doze cordas e continuou o concerto. Por conta disso, o público no show seguinte aumentou consideravelmente, mas ele se recusou a destruir outro instrumento. Ao invés disso, Keith Moon foi quem arrebentou seu kit de bateria. A destruição de instrumentos se tornaria um destaque dos shows ao vivo do Who pelos próximos anos, e o incidente na Railway Tavern acabaria entrando para a lista de "50 Momentos que Mudaram a História do Rock 'n' Roll" da Rolling Stone.

O grupo logo se cristalizaria ao redor das composições de Townshend (embora Entwistle também contribuísse com suas canções). Townshend era o centro das tensões da banda, esforçando-se sempre para surgir com ideias inovadoras e reflexivas enquanto Daltrey preferia o material mais agressivo e enérgico e Moon a surf music norte-americana.

Os primeiros compactos simples e My Generation


O primeiro lançamento do Who, e seu primeiro sucesso, foi o compacto simples estilo-Kinks "I Can't Explain", lançado em 1965, seguido por "Anyway, Anyhow, Anywhere", a única composição conjunta de Townshend e Daltrey.

Sua estreia em LP foi no mesmo ano, com My Generation. O álbum trazia canções que se tornariam hinos do movimento mod, como "The Kids Are Alright" e a faixa-título "My Generation", com o famoso verso "I hope I die before I get old" ("Eu espero morrer antes de envelhecer"). Outros êxitos seguiram-se com os compactos simples "Substitute", "I'm A Boy" e "Happy Jack" (1966), "Pictures Of Lily" e "I Can See For Miles" (1967) e "Magic Bus" (1968).

Trabalho conceitual

Apesar do grande sucesso alcançado com seus compactos simples, o Who, ou mais especificamente Townshend, esgotara suas ambições com formato. Ao mesmo tempo o som da banda evoluía, e suas músicas se tornavam mais provocativas e envolventes enquanto Townshend passava a tratar os álbuns do Who como projetos unificados, ao invés de meras coleções de canções desconexas. O primeiro sinal desta ambição surgiu em seu A Quick One (1966), que trazia uma coleção de canções que reunidas contavam uma história, "A Quick One, While He's Away", a partir de então tachada de "mini-ópera" e mais tarde considerada o primeiro épico progressivo.

A seguir veio The Who Sell Out (1967), um álbum conceitual que pretendia simular a transmissão de uma estação de rádio pirata, incluindo aí jingles e propagandas. Em 1968, Pete Townshend foi o convidado da primeira entrevista da revista Rolling Stone. Nela, revelou que estava envolvido na composição de uma ópera rock em larga escala.



Tommy e Live At Leeds

Nessa época os ensinamentos de Meher Baba passaram a exercer influência importante nas composições de Townshend, e essa conjunção de ideias acabaria desaguando em Tommy (1969), sua primeira ópera rock completa e a primeira a alcançar sucesso comercial. O indiano é creditado como "Messias" na contra-capa do álbum Tommy. No mesmo ano tocaram no Woodstock'69

Em fevereiro de 1970 o Who gravou Live at Leeds, considerado por muitos o melhor álbum ao vivo de rock de todos os tempos. O álbum, relativamente curto em sua versão original e trazendo as canções mais pesadas do show, foi sendo relançado com o passar dos anos em diversas versões expandidas e remasterizadas, que pretendiam consertar problemas técnicos na gravação e acrescentar as demais partes da apresentação.

No mesmo ano o Who começou a trabalhar em um EP, ou "maxi single", com meia dúzia de canções gravadas no estúdio caseiro de Townshend. No Festival da Ilha de Wight em agosto, o grupo apresentou "I Don't Even Know Myself" e "Water", que seriam parte deste novo álbum. Alguns meses depois Townshend compôs "Pure and Easy", uma canção que ele mais tarde descreveria como o "pivô central" do que se tornaria um ambicioso projeto multimídia chamado Lifehouse, que afastou a banda do trabalho no EP, já então abandonado.

Década de 1970

Lifehouse e Who's Next

O próprio Lifehouse nunca foi concluído no formato pelo qual foi projetado, embora seus temas acabassem surgindo de forma recorrente nos futuros trabalhos solo de Townshend. Em março de 1971 a banda começou a gravar as canções de Lifehouse sob a produção de Kit Lambert em Nova York. Lambert, então viciado em heroína, foi de pouco auxílio nas sessões, e a banda retornou à Inglaterra para regravar o material com o produtor Glyn Johns em abril. O resultado, Who's Next, acabaria por ser o trabalho mais aclamado do The Who entre os críticos e fãs.

Quadrophenia e The Who by Numbers

Após Who's Next a banda voltaria ao estúdio somente em maio de 1972. Essas sessões dariam origem a mais uma ópera-rock de Townshend, Quadrophenia (1973), a história de um adolescente mod chamado Jimmy e sua luta contra tormentos internos e a busca por um lugar na sociedade. Os álbuns seguintes do Who evocavam canções mais pessoais de Townshend, estilo que ele eventualmente transferiria para seus álbuns solo. The Who by Numbers, de 1975, traz diversas canções introspectivas e depressivas, vistas por um certo crítico de rock como um "bilhete de suicídio" de Townshend.

Who Are You e a morte de Moon




Em 1978 a banda lançou Who Are You, distanciando-se do estilo épico das óperas rock enquanto se aproximava do som mais comum às rádios. O lançamento do álbum foi ofuscado pela morte de Keith Moon devido à overdose acidental de um remédio prescrito em seu combate contra o alcoolismo. Kenney Jones, ex-Small Faces, assumiu seu lugar. No ano seguinte a tragédia voltou a rondar o grupo: no dia 3 de dezembro de 1979 um tumulto no lado de fora do Riverfront Coliseum em Cincinnati, Ohio, provocou a morte de onze fãs que aguardavam o início do show do Who. A banda soube do incidente somente após a apresentação, ficando devastada com o ocorrido.

Década de 1980

Declínio e separação

O grupo chegou a lançar dois álbuns com Kenney Jones na bateria, Face Dances (1981) e It's Hard (1982). A perda de Moon representou uma mudança no som da banda, que passou a ser mais calcado no pop. Embora tenha agradado à crítica e vendido razoavelmente bem, os dois álbuns lançados pelo The Who na década de 1980 são atualmente descartados por muitos fãs como inferiores à antiga fase. Logo após o lançamento de It's Hard a banda embarcou em uma turnê de despedida, depois de Pete Townshend admitir seu alcoolismo, se recuperar e afirmar que gostaria de realizar mais uma turnê com a banda antes de transformá-la numa banda de estúdio. Foi a turnê mais lucrativa de 1982, com multidões lotando estádios e arenas ao redor da América do Norte.[16]

Após seu último show em dezembro de 1982, Townshend passou parte de 1983 tentando compor material para o próximo álbum de estúdio do Who, para cumprir o contrato assinado com a Warner Bros. Records em 1980. No final do ano, no entanto, Townshend se diz incapaz de produzir composições que ele sentisse serem apropriadas para a banda, divulgando um comunicado em dezembro de 1983, onde anunciou sua saída do Who e o fim da banda.

Reuniões

Em 13 de julho de 1985 os integrantes do Who, incluindo Kenney Jones, se reuniram para uma única apresentação no concerto Live Aid no Wembley Stadium. O grupo apresentou "My Generation", "Pinball Wizard", "Love Reing O'er Me" e uma obviamente mal-ensaiada "Won't Get Fooled Again".

Em 1988 o Who foi homenageado com um prêmio pelo conjunto de sua obra pela British Phonographic Industry. A banda apresentou um curto set durante a cerimônia, marcando a última colaboração de Kenney Jones. Em 1989 eles embarcaram numa turnê de reunião, enfatizada no aniversário de 25 anos da banda e nos 20 de Tommy.
Década de 1990[editar | editar código-fonte]

Em 1990, o Who foi incluído no Hall da Fama do Rock and Roll. A seção destinada a eles no Salão da Fama os descreve como um dos principais candidatos ao título de "A Maior Banda de Rock do Mundo". Apenas os Beatles e os Rolling Stones receberam um tratamento similar no Salão da Fama.

Em 1991 o Who gravou uma versão da canção "Saturday Night's Alright For Fighting", de Elton John. Este seria o último lançamento de estúdio da banda com John Entwistle.

Turnê de Quadrophenia

Em 1996 Pete Townshend foi convidado a se apresentar num concerto de rock no Hyde Park em Londres. Ele pensou em tocar Quadrophenia em versão acústica, exibindo trechos do filme em um telão. Depois de contactar John Entwistle e Roger Daltrey, ficou acertado que a apresentação de Quadrophenia iria acontecer. A banda foi auxiliada por Zak Starkey na bateria, John "Rabbit" Bundrick nos teclados e Simon Townshend e Geoff Whitehorn nas guitarras. A formação aumentou para incluir uma seção de metais, vocalistas de apoio e Jon Carin como tecladista adicional, e também convidados especiais para interpretar os personagens do álbum. Apesar de algumas dificuldades técnicas, o show foi um sucesso, o que fez com que o grupo embarcasse em uma turnê de dois anos pela Europa e América do Norte.

Com o término da turnê o Who se separou novamente, voltando a se reunir em 1999 (com apenas cinco integrantes: Townshend, Daltrey, Entwistle, Starkey e Rabbit) para diversos shows beneficentes em casas de show pequenas.


Década de 2000

Shows de caridade e a morte de Entwistle

O sucesso das apresentações de 1999 desencadearam mais uma turnê pelos EUA e Reino Unido em 2000, que terminou com um show de caridade no Royal Albert Hall em prol da Teenage Cancer Trust, mais tarde lançada em CD e DVD. As críticas positivas da imprensa levaram os três integrantes a discutirem a possibilidade de um novo álbum.

A banda se apresentou no The Concert for New York City em outubro de 2001. Enquanto outros artistas preferiram escolher canções calcadas no sentimentalismo, o Who tocou uma sequência de suas canções de sucesso, sem invocar ou relembrar a tragédia recente. No mesmo ano, eles foram homenageados com um Grammy pelo conjunto de sua obra.

Nas vésperas do início de mais uma turnê em 2002, John Entwistle foi encontrado morto em seu quarto no Hard Rock Hotel em Las Vegas, Nevada. O laudo do legista apontou que, embora não se tratasse tecnicamente de uma overdose, uma modesta quantidade de cocaína foi a causa do óbito, que obstruiu suas artérias já prejudicadas por um problema cardíaco não tratado.[19] Após uma breve pausa, a turnê teve início com o baixista Pino Palladino no lugar de Entwistle. A maioria dos shows foram lançados em CD pela eelpie como parte da Encore Series, projeto que visa inibir a pirataria de concertos da banda.

Endless Wire

Em 2004 o The Who lançou duas músicas inéditas na coletânea Then and Now: "Old Red Wine", uma homenagem póstuma a Entwistle, e "Real Good Looking Boy", que fala da influência de Elvis Presley nos garotos dos anos 1950. O grupo então embarcou em mais uma turnê, tocando em festivais no Japão, Austrália e em datas individuais no Reino Unido e na América do Norte. No dia 13 de junho de 2005 Townshend e Daltrey se apresentaram pela primeira vez como uma dupla no evento de caridade Four Season Hope Charity. Quase um mês depois, em 7 de julho, a banda participa do evento Live 8. Enquanto isso é anunciado o lançamento de um álbum inédito Endless Wire, cuja gravação, após vários atrasos e interrupções, finalmente tem início em fevereiro de 2006, sendo concluída em abril.

Antes do álbum ser lançado, e posteriormente para ajudar a promovê-lo, o The Who embarcou em sua Turnê de 2006-2007. A princípio foram 24 datas pela Europa, seguidas por shows na América do Norte. Os shows foram novamente incluídos em CD e desta vez também em DVD, como parte da Encore Series. Endless Wire sai a 30 de outubro de 2006, sendo o primeiro álbum de inéditas do grupo desde It's Hard, de 1982. Estreou direto na sétima colocação das paradas da Billboard nos EUA e em nono lugar no Reino Unido.


Em 26 de novembro de 2009, foi confirmada a participação do Who no show do intervalo do Super Bowl XLIV no Dolphin Stadium em 7 de fevereiro de 2010.[20] O grupo apresentou um medley de "Pinball Wizard", "Baba O'Riley", "Who Are You", "See Me, Feel Me", e "Won't Get Fooled Again".

Década de 2010

Em 12 de agosto de 2012 a banda se apresentou no encerramento dos Jogos Olímpicos de Londres. A banda tocou um set com as músicas "Baba O'Riley", "See Me, Feel Me", e "My Generation".

Quadrophenia Tour

No final de 2012 o The Who voltou com força máxima. Pete e Roger anunciaram que a esperada turnê Quadrophenia aconteceria realmente. O The Who tocou pela Europa em novembro e dezembro e pela América do Norte em janeiro e fevereiro de 2013. A turnê continuou durante junho e junho com datas no Reino Unido e França.

Membros

Formação atual

Roger Daltrey: vocais, gaita e guitarra
Pete Townshend: guitarra e vocais
Zak Starkey: bateria
Pino Palladino: baixo
Simon Townshend: guitarra e backing vocals
John Coury – teclado
Loren Gold – teclado e backing vocals
J. Greg Miller - metais
Reggie Grisham - metais
Frank Simes – teclado, backing vocals e direção musical

Ex-integrantes

John Entwistle: baixo, metais, vocais, teclado
Keith Moon: bateria
Kenney Jones: bateria

Discografia

Álbuns de estúdio

1965 - My Generation
1966 - A Quick One
1967 - The Who Sell Out
1969 - Tommy
1971 - Who's Next
1973 - Quadrophenia
1975 - The Who by Numbers
1978 - Who Are You
1981 - Face Dances
1982 - It's Hard
2006 - Endless Wire

Site Oficial


Fonte: Wikipedia



quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Não há tempo para tantas dúvidas. É preciso aprender a hora de partir.


Rebeca Bedone
Revista Bula

Todo mundo conhece a história do Pequeno Príncipe. E quase todo mundo já partiu alguma vez para correr atrás de seus sonhos. Mesmo que para isso fosse necessário deixar uma vida, alguém, ou uma rosa para trás. Partidas e despedidas moldam o nosso amadurecimento, pois são as nossas escolhas mais difíceis que nos transformam em quem somos de verdade.

Quando alguém parte, outro alguém fica. Ao olhar para aquele que está te deixando, você sente um buraco sendo aberto no peito. “No fundo do coração doía-lhe o amor ao fugitivo, feito ferida”, sentiu Sidarta quando seu filho o deixou. Mas foi nesse momento de reflexão que o personagem de Hermann Hesse compreendeu que a sensação de ter sido abandonado trouxera a dimensão do seu sentimento pelo filho. Ao aceitar que o menino precisava partir, uma flor magnífica brotou no buraco do seu coração.

Sabe aquela história da “pessoa certa na hora errada”? Mesmo que alguns digam que não existe hora errada para o amor, estou começando a desconfiar que tem gente que passa por nossas vidas para que a saudade delas nos fortaleça. Para que a fantasia do que poderia ter sido e não foi nos encha de esperança. A rosa não pediu para o Pequeno Príncipe ficar. Era o que ela queria ter feito, mas ela também sabia que ele precisava ser livre e explorar o mundo. Talvez, eles eram jovens demais para saber amar.

Na jornada pela vida nos decepcionamos o tempo todo. Lidamos com pessoas egoístas, superficiais e arrogantes, como o ‘contador’ que só pensava em ser rico e o ‘rei’ que não tinha amigos porque mandava em todo mundo; como o ‘vaidoso’ que dava importância demais às aparências e a ‘serpente’ que foi uma amiga traiçoeira.

Se a sua vida não estiver fazendo mais sentido, talvez seja a hora de partir. Partir para um novo emprego e novos desafios, ou descansar porque já chegou a aposentadoria. Partir da metrópole para uma casa no campo, ou deixar o interior para desbravar a capital. Partir de um relacionamento ‘mais ou menos’ para a vida de solteiro, ou despedir-se das ‘ficadas’ para viver um grande amor.

Partir para dentro de você mesmo, à procura daquela criança que nunca deixou de acreditar. Lembre-se: “Os olhos são cegos. É preciso ver com o coração”. Se você não vê o que é essencial, não consegue suportar a ganância, a competitividade e a miséria lá de fora. Quando temos fé tudo é possível, e continuamos procurando pela verdadeira amizade em meio a tantas almas desertas.

Vá… Quebre a redoma de medo que protege suas dúvidas. Deixe o pessimismo de lado e jogue-se ao novo. Não importa se os outros não possuem os olhos de enxergar o elefante dentro da jiboia. Não importa se os homens se esqueceram do significado de cativar. Não importa se os sérios demais perderam a ingenuidade dos mistérios da infância.

Vá… Pode ser que depois você volte, mas também pode ser que não. Tudo que tem existência e presença está guardado dentro de você, e é isso que importa. Sobre o amargor do passado e as incertezas do futuro, esqueça. Faça o seu agora.

O amor é poderoso...


O amor é poderoso,
é sensível e misterioso.
Seja vaidoso ou singelo
mas se verdadeiro,
é sempre belo;
O amor não tem fronteiras,
não se intimida,
e não vê barreiras;
O amor arrepia,
nos leva ao devaneio,
nos embriaga de alegria,
ou nos mata de desejo;
O amor não se resume,
não obedece nem pune,
o verdadeiro amor
somente une....

Renato L. Rubio

Antes uma lista louca de ‘não acredito que fiz isso’ do que o arrependimento de não ter feito nada!


Por Lara Brenner

É bem verdade que, como diriam alguns, se conselho fosse bom, não era de dado de graça. Às vezes, porém, tomar de empréstimo olhos alheios nos permite enxergar a vida de outro ângulo e sob prismas ainda não pensados. Ouso emprestar meus olhos por alguns minutos.

Seja bondoso com os outros, mesmo sabendo que talvez não haja reciprocidade. A bondade é um fim em si mesma e, quando honesta, renova as energias e lava a alma.

Não tenha medo de cair. Às vezes se vence, às vezes não. Quando estiver espalhado pelo chão, aproveite para estudá-lo bem. Nada como conhecer as próprias falhas para o melhoramento contínuo. Antes uma história cheia de tropeços do que história nenhuma. Prefira o erro à omissão, o tropeço à inércia. As grandes biografias estão recheadas de altos e baixos, mas nunca de monotonia e dormência.

Não perca a fé na humanidade, mesmo que ela lhe dê milhares de razões para isso. Ninguém é tão ruim que não tenha algo de bom. Agarre-se a essa certeza, continue de mãos estendidas e coração aberto. De amargura e desilusão o mundo já está cheio, caia fora.

Sonhe alto, mas não se esqueça de caminhar a passos largos para perseguir o que deseja. Basta de frases nostálgicas, chega de “se eu fosse mais jovem…”, “se tudo fosse diferente…”, “se eu tivesse nascido rico…”, “se eu tivesse tido coragem…”. Tenha coragem agora. O não é garantido, procure pelos sins encravados em lugares a que se acostumou chamar de loucura ou impossível. Impossível é uma questão de opinião, já bem disse algum louco por aí.

Seja ético, não trapaceie nem caia na tentação de falar da vida dos outros. A diferença entre protagonistas e figurantes está em construir a própria história ou narrar a história dos outros. A não ser que você seja um biógrafo, escolha a primeira opção.

Compreenda seu espaço no mundo e acredite nos limites que seu coração lhe soprar. Jamais acredite em limites que os outros lhe impõem. Essas pessoas vão sumir em algum momento e, ao final, as contas serão prestadas apenas entre você e você mesmo.

Não se mate por besteiras, nem se remoa por frases mal colocadas ou decisões mal tomadas. Isso lhe esfolará a carne e o espírito, mas resolverá tanto quanto tentar fazer dieta no natal. Diz um antigo provérbio que três coisas não voltam jamais: a flecha lançada, a palavra pronunciada e a oportunidade perdida. Então se levante o quanto antes, sacuda a poeira, engula o orgulho e peça perdão. A humildade honesta é a maior forma de ser grande. Aja logo para consertar as asneiras que cometeu antes que seja tarde demais para repará-las.

Seja gentil, mesmo que o próximo faça a ideia parecer absurda. As maiores carrancas e os piores venenos costumam ser disfarces para almas fracas, vazias, frágeis, e infelizes. Se um de seus gestos for capaz de aplacar a dor do outro, acredite, sua existência terá valido a pena.

Mais do que fiel, seja leal a quem merece e a quem você é. O mundo está repleto de gente babando regras, ditando poses, modas e costumes. A única regra é: se você se sentir bem sem invadir o espaço do outro, está tudo certo.

Viva com intensidade, presença e plenitude. A morte é a única certeza que se tem na vida, mas não entregue os pontos de graça. Faça a briga valer a pena.

Google e Yahoo aumentam esforços no controle de spam.

IDG Now!
Jeremy Kirk, IDG News Service

Companhias adotarão políticas e sistema mais rigorosos para verificar remetentes de e-mails. Objetivo é cortar drasticamente e-mails do tipo phishing

O Google e o  Yahoo estão expandindo o uso de um bem-sucedido sistema que consegue identificar spam. O movimento é parte de um esforço a longo prazo para implementar uma série de revisões projetadas para descobrir se um e-mail realmente foi enviado por um domínio que ele diz se originar.

E-mails fraudulentos são um problema antigo, uma vez que é fácil forjar o endereço do remetente, tornando mais fácil para o destinatário acreditar que veio de uma fonte legítima.

Até 2 de novembro, o Yahoo planeja usar o DMARC, sigla para Domain-based Message Authentication, Reporting & Conformance ou Mensagem baseada no domínio de Autenticação, Relatório & Conformidade para seus serviços ymail.com e rocketmail.com. No ano que vem, o Google também planeja direcionar o Gmail para uma política rigorosa do DMARC, de acordo com um release para a imprensa.

Como funciona

O DMARC permite que remetentes de e-mails digam aos serviços de recebimento se eles estão usando duas outras tecnologias para limpar spam.

Muitos remetentes usam o DKIM (DomainKeys Identified Mail) que usam assinatura criptografada ao redor de um e-mail que verifica o nome do domínio através da mensagem que foi enviada.

A segunda tecnologia, SPF (Sender Policy Framework) permite que destinatários indiquem quais hosts são autorizados a enviar seus e-mails, permitindo que organizações que os recebem discartarem mensagens daqueles endereços fraudulentos que chegam na caixa de entrada.

O DMARC também permite alguma flexibilidade para destinatários, permitindo que eles digam ao destinatário o que fazer se algumas mensagens não forem autenticadas. Destinatários também podem informar remetentes o que eles fizeram com as mensagens que não passaram pelo sistema.

A ideia é cortar drasticamente e-mails do tipo phishing, que buscam levar pessoas a clicarem em links maliciosos ou revelar informações pessoais.

Vale ressaltar que o DMARC conta com apoio amplo da indústria e também é usado pelo Facebook e Microsoft.

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

The Smashing Pumpkins



The Smashing Pumpkins é uma banda de rock alternativo norte-americana formada em Chicago no ano de 1987. A banda passou por diversas mudanças de integrantes ao longo do tempo, mas durante a maior parte de sua carreira, assim como na maioria dos créditos em seus álbuns, foram compostos por Billy Corgan (vocais, guitarra), James Iha (guitarra, vocais), D'arcy Wretzky (baixo, vocais) e Jimmy Chamberlin (bateria, percussão).

Menos influenciados pelo punk rock do que outras bandas contemporâneas de rock alternativo, a banda possui uma sonoridade bastante diversa, densa, com uma forte presença de guitarras e com elementos de grunge, rock gótico, heavy metal, dream pop, rock psicodélico, rock progressivo, um estilo de produção shoegaze e, posteriormente, música eletrônica. O líder da banda, Billy Corgan, é o principal compositor - suas grandes ambições musicais e letras catárticas moldaram as canções e álbuns da banda, que têm sido descritos como "angustiados, relatos da terra de pesadelos de Billy Corgan."

O Smashing Pumpkins surgiu no mainstream com o seu segundo álbum de estúdio, Siamese Dream, lançado em 1993. A banda construiu a fama deste álbum com uma extensa turnê, e seu sucessor, Mellon Collie and the Infinite Sadness, lançado no ano de 1995, estreou na primeira posição na Billboard. Com aproximadamente 18,3 milhões de álbuns vendidos apenas nos Estados Unidos em 2006, o Smashing Pumpkins foi uma das bandas mais aclamadas e de maior sucesso comercial dos anos 1990. De qualquer maneira, brigas internas, uso de drogas e a diminuição das vendas dos álbuns obrigaram a banda a se encerrar no ano de 2000. Em abril de 2006, Billy Corgan anunciou que a banda estava retornando e que iriam gravar um novo álbum. Os membros que retornaram foram Billy Corgan e Jimmy Chamberlin, e eles contrataram novos membros Jeff Schroeder (guitarra, vocais), Ginger Reyes (baixo, vocais) e Lisa Harriton (teclados, vocais) em 2007 para a turnê de divulgação do álbum Zeitgeist. 



Fonte: Wikipedia 
Matéria completa aqui 

Zuzu Angel, o filme (o que falar dos que defendem a volta do regime militar?)


Obvious Magazine
Ana Negrelli

Numa época em que certas pessoas defendem o retorno do regime militar, revisitar fatos cruéis da ditadura brasileira passa a ser uma necessidade. Nada mais oportuno do que resgatar a história de Zuzu Angel. A mãe que travou uma guerra contra os militares para ter o corpo do seu filho, torturado e morto, embalado em seus braços. Que a lembrança desse episódio criminoso nos faça valorizar, cada dia mais, a democracia em nosso país.

O filme Zuzu Angel, dirigido por Sérgio Rezende, é um longa baseado na história da famosa estilista Zuleika Angel Jones e do seu filho Stuart Angel Jones, numa bela interpretação de Patrícia Pilar e de Daniel de Oliveira.

Personagem histórica do Brasil na época da ditadura, Zuzu foi uma empresária famosa do mundo da moda, reconhecida internacionalmente. Foi também mãe do militante de esquerda Stuart Angel Jones, preso, torturado e dado como desaparecido político no regime militar brasileiro.

Focada em sua vida profissional, a relação entre Zuzu e o filho era bastante conflituosa, pois Stuart rejeitava com ardor o fato de a mãe não se interessar por política, nem pela situação que vivia o país na época e, ainda, por ela costurar, até mesmo, para as mulheres dos generais.

Em 1971, a vida de ambos dá uma guinada. Stuart desaparece e Zuzu se transmuta na voz da mãe desesperada que deseja encontrar seu filho e, consequentemente, em mais uma voz contra as atrocidades da ditadura militar.


Stuart foi preso em 28 de setembro, no Rio de Janeiro. As torturas sofridas por ele foram contadas, em carta a Zuzu, pelo preso político Alex Polari de Alverga, que esteve detido na mesma unidade da Aeronáutica, na Base Aérea do Galeão. A carta narrava o seguinte:

“Em um momento retiraram o capuz e pude vê-lo sendo espancado depois de descido do pau-de-arara. Antes, à tarde, ouvi durante muito tempo um alvoroço no pátio do CISA. Havia barulho de carros sendo ligados, acelerações, gritos, e uma tosse constante de engasgo e que pude notar que se sucedia sempre às acelerações. Consegui com muito esforço olhar pela janela que ficava a uns dois metros do chão e me deparei com algo difícil de esquecer: junto a um sem número de torturadores, oficiais e soldados, Stuart, já com a pele semi-esfolada, era arrastado de um lado para outro do pátio, amarrado a uma viatura e, de quando em quando, obrigado, com a boca quase colada a uma descarga aberta, a aspirar gases tóxicos que eram expelidos”.

O filme retrata, de forma exemplar, a vida da personagem antes e depois do desaparecimento do filho. O desespero, mesclado com força e coragem, a fez enfrentar as autoridades da época com fúria, travando uma verdadeira batalha contra os militares em busca do paradeiro do filho. Batalha esta que cruzou as fronteiras e foi estampada em diversos jornais estrangeiros.

A luta de Zuzu terminou em 14 de abril de 1976, com sua morte em um “acidente” de carro. Uma semana antes, ela havia deixado com Chico Buarque um documento em que dizia: “se eu aparecer morta, por acidente ou outro meio, terá sido obra dos assassinos do meu amado filho”.

Na cena final do filme, pode-se ouvir do carro de Zuzu a música de Chico Buarque, "Apesar de Você", feita para criticar a ditadura. Neste momento, o militar que vai se certificar da sua morte, incomodado com o som, tenta desligar o toca-fitas, mas a música continua: “apesar de você, amanhã há de ser outro dia...”

Zuzu morreu sem velar o corpo do seu filho, que nunca foi encontrado. Chico Buarque, posteriormente, compôs "Angélica", uma triste música em sua homenagem:

“Quem é essa mulher / que canta sempre esse estribilho / só queria embalar meu filho / que mora na escuridão do mar / Quem é essa mulher / que canta sempre esse lamento / só queria lembrar o tormento / que fez o meu filho suspirar / Quem é essa mulher / que canta sempre o mesmo arranjo / só queria agasalhar meu anjo / e deixar seu corpo descansar / Quem é essa mulher / que canta como dobra um sino / queria cantar por meu menino / que ele já não pode mais cantar”

A música “Angélica” descreve bem quem foi essa grande mulher. Uma mãe que só queria agasalhar seu anjo e deixar seu corpo descansar em paz.

Atualmente, existem comissões de familiares dos mortos e desaparecidos políticos durante a ditadura militar do Brasil, cujo objetivo é divulgar as investigações sobre as mortes, a localização dos restos mortais das vítimas e identificar os responsáveis pelos crimes de tortura, homicídio e ocultação dos cadáveres de centenas de pessoas durante o regime que durou de 1964 a 1985.

São mães, pais, filhos e irmãos que ainda possuem a esperança de velar os restos mortais dos seus entes queridos, vítimas de um regime cruel e implacável que deve permanecer nas páginas cinzentas da história do Brasil para, assim, ensinar à juventude os valores preciosos da liberdade e da democracia.

Diante de toda a história que envolveu a ditadura, é espantoso e inacreditável ver, na televisão ou nas redes sociais, pessoas defendendo uma época que foi de trevas para povo brasileiro. É lamentável!

O filme de Rezende é de 2006, mas, diante da atual conjuntura, deveria ser revisto por todos aqueles, alienados ou reacionários, que tem o despudor de levantar um cartaz pedindo a volta do regime militar.

Coringa nos quadrinhos: A Origem de um Símbolo.


Obvious Magazine
Tiago Vargas

Um dos maiores personagens da fantástica DC Comics, aclamado por muitos como o maior vilão dos quadrinhos de todos os tempos... Senhoras e senhores, coloquem um sorriso no rosto pois estamos falando do caótico, do sádico, do excêntrico e inconfundível psicopata: Coringa!


“O homem comum. Fisicamente ridículo, ele possui, por outro lado, uma deturpada visão de valores. Observem o seu repugnante senso de humanidade, a disforme consciência social e o asqueroso otimismo. É mesmo de dar náuseas, não?” Coringa, em "A Piada Mortal".

Pode parecer piada, mas o personagem Coringa (Joker) consegue contestar sua própria origem! E não falo nos quadrinhos ou no cinema, mas sim da própria realidade. Isso acontece pela dúbia versão apresentada pelos seus criadores Jerry Robinson, Bill Finger e Bob Kane. Robinson fala que a origem do personagem se deve a uma carta de baralho que ele levou, contendo o desenho que carrega o nome Joker, enquanto Finger e Kane atribuem sua criação a uma atuação de Conrad Veidt em O homem que ri. Alegam que a carta serviu apenas para atribuir alguns elementos à nova personagem - por exemplo, o baralho que sempre carrega consigo. Evidentemente, é uma pequena disputa autoral para conquistar o singular título de criador, e é facto reconhecido pelos três que todos tiveram participação no processo de invenção do nosso piadista.


Uma vez nos quadrinhos, sua primeira aparição foi em Batman #1 (1940). Nesta edição, o Coringa era um maníaco homicida simples (caso isso seja possível) fadado para morrer sem ter grande importância na saga do homem-morcego. Todavia, o editor Whitney Ellsworth sugeriu que ele fosse poupado e, às pressas, foi elaborado outro desfecho para a edição. No número seguinte, o simpático vilão se recuperava em um hospital. Não sabia ainda que no futuro seria impensável pensar em Batman sem pensar em Coringa.

A origem da personagem Coringa tem contraversões, sendo que a mais aceita é a presente em Batman: A Piada Mortal, de Alan Moore e Brian Bolland. Coringa seria então um homem comum, casado, assistente de um laboratório químico levando uma vida cotidiana. Acreditando possuir inegável talento para a comédia, o homem pacato e de nome desconhecido é possuído pela fantástica perspectiva de mudar sua vida. Larga o emprego e se joga ao seu sonho. Infelizmente, o talento que acreditava possuir não é reconhecido pelos outros: simplesmente, ele não conseguia fazer ninguém rir.


Enquanto seu sonho era despedaçado, sua mulher ficou grávida, o aluguel atrasado, o quarto imundo em que residiam, com cheiro de gato, não era o lugar que ele sonhara para ver seus filhos crescer. Perante esta situação dramática, ele tomou uma decisão igualitária: aceitou ajudar dois criminosos a entrarem no antigo laboratório em que trabalhava, num assalto em busca de uma vida melhor para sua família.

Antes de efetuar o crime, foi avisado de que sua mulher havia morrido enquanto testava um aquecedor de mamadeiras. Um curto circuito. E é isso, a vida e toda sua fortuita injustiça, o argumento sedimentar para a loucura dada como um presente de Natal. O personagem, atônito, não tem mais motivos para realizar o crime premeditado, porém seus comparsas, indiferentes a sua ruína, o forçam a dar continuidade.


Havia um outro criminoso chamado Capuz Vermelho e, astutamente, os criminosos deram ao nosso homem um capuz para que, no caso de algo dar errado, a polícia acreditasse que era tudo culpa deste bandido. Durante o assalto as coisas realmente dão errad: surge a figura de Batman e, para não ser pego, o homem comum fantasiado de Capuz Vermelho salta de uma grade caindo dentro de um grande tonel de conteúdo químico. Ao sair do tonel, o seu aspeto físico é o que conhecemos hoje: pele branca, cabelos verdes, terno roxo, etc.. No entanto, muito mais do que a aparência física, a sua personalidade havia mudado drasticamente e para ver isso bastava olhar para o seu sorriso. Tal como Coringa explica nesta edição, basta apenas um dia ruim para você abraçar a loucura e dela nunca mais soltar.

Todos os poderes do Coringa têm algum vínculo com a comédia, um sarcasmo sanguinário. São flores na lapela do terno esguichando ácido. Tortas recheadas com cianeto, charutos com nitroglicerina, descargas elétricas fatais ao alcance de um aperto de mão, gases que levam a vítima a sorrir até a morte, etc.. Para o desenvolvimento destas armas, bem como dos planos grandiosos, sábios e complexos que constantemente testam a habilidade de Batman, retrata-se o Coringa como um mestre nas áreas de química e engenharia.


Por fim, são incontáveis os confrontos que fizeram Batman e Coringa se baterem de frente, permitindo o provável desfecho em que um elimina o outro - o que nunca aconteceu. Batman carrega nobremente os princípios da lei e matar Coringa seria, além de criminoso, o ato que comprovaria tudo aquilo em que seu arqui-inimigo acredita. Já Coringa aparenta ter consciência da doentia dependência que tem em relação a Batman: a questão não é matar, mas sim todos os princípios relativos ao bem e ao mal que, com a mesma honradez, carrega às avessas.

A luz precisa da escuridão, o bem precisa do mal e Batman precisa do Coringa para existir. E vice-versa.