domingo, 31 de janeiro de 2016

O vício em smartphones e celulares



Autor: Breno Rosostolato

Levando-se em conta que, em um mundo globalizado, cada vez mais tecnológico e que, com o advento da internet, as informações e o acesso a elas são instantâneos, acho ingênuo discutirmos de modo superficial o problema da dependência a esses aparelhos. Não podemos negar os movimentos contemporâneos e nem se deve ir contra um fenômeno social cada vez mais comum e rotineiro, como o uso do celular e, especialmente, a relação das pessoas com a informatização.

O celular possui tantos recursos e ferramentas que, em alguns casos, “serve até para falar”. A possibilidade de acessar e-mails, sites de relacionamento e ainda poder ouvir músicas a partir dos inúmeros downloads realizados anteriormente são atrativos para qualquer um. O cerne da questão é sempre a banalização do prazer, porque é o uso indiscriminado e demasiado que, em algum momento, pode causar problemas e dificuldade na vida da pessoa.

Se alguém usa sem controle, a qualquer hora do dia e horas se esvaem no celular, talvez seja um indício da dependência, pois o vício é ritualístico, ou seja, a pessoa está condicionada a ligar e usar o aparelho para começar bem o dia. Precisa acessar a rede, verificar mensagens e outras funções. A repetição desse comportamento transforma-se em um movimento automático, concretizando e sedimentando o estado de dependência.

Se para um adulto, que já possui uma personalidade formada e constituída, o uso frequente do celular pode ser prejudicial, imaginemos quando uma criança, que está em pleno desenvolvimento, passa a usá-lo descontroladamente, geralmente para jogar? Isso compromete gradativamente a sua dinâmica.

Deve-se notar se a rotina da pessoa é prejudicada por conta do uso do celular. Chegar atrasado em compromissos, não realizar as refeições em horários habituais, perda de controle dos próprios horários, não concluir atividades simples por causa do uso do celular são alguns exemplos de uma possível subordinação ao uso e um alerta. Para a criança, o efeito do uso desequilibrado pode atrapalhar atividades corriqueiras e, principalmente, nos estudos, prejudicando a atenção e a concentração.

Existem alguns sintomas e comportamentos que podem denunciar o vício: preocupação excessiva com o aparelho, como, por exemplo, nunca deixá-lo sem bateria; ter mais de um celular; preferir carregar o aparelho nas mãos a levá-lo na bolsa; e priorizar o contato via celular. Nos casos mais graves, o vício provoca alteração de humor, respiração, taquicardia, ansiedade e nervosismo.

Lógico que o vício por celulares e smartphones deve ser combatido, pois se trata de um comportamento enraizado na pessoa que atrapalha, confunde e desorganiza, causando, com o tempo, um isolamento social. Algumas correntes psicológicas cogitam que o vício no celular pode estar ligado à Síndrome do Pânico, porque a pessoa não consegue sair de casa sem o aparelho por medo de passar mal na rua e não ter um contato imediato para ajuda. Convence-se que o aparelho é imprescindível e indispensável para se sentir segura.

Estes são os nomofóbicos, ou seja, pessoas que ficam angustiadas quando se sentem impossibilitadas de se comunicar sem a presença do celular. Esse quadro sugere algum transtorno do pânico ou ansiedade, ou seja, o aparelho seria uma espécie de válvula de escape para a angústia e o conflito do indivíduo. A psicoterapia e técnicas comportamentais auxiliam na diminuição da angústia e do comportamento repetitivo e viciante.

Breno Rosostolato é psicólogo e professor da Faculdade Santa Marcelina.

Fonte: Viveiros
 

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Device Guard - Win10 Enterprise

 
Conheça o Device Guard
MS-Windows 10 Enterprise
Texto original aqui

O Device Guard é uma combinação de hardware e de recursos de segurança de software relacionados a empresas que, quando configurados juntos, bloquearão um dispositivo para que ele possa somente executar aplicativos confiáveis. Se o aplicativo não for confiável, ele não será executado. E ponto final. Isso também significa que mesmo se um invasor obtiver o controle do kernel do Windows, a probabilidade será muito menor de ele ser capaz de executar códigos mal-intencionados depois que o computador for reiniciado, devido à maneira como as decisões são tomadas sobre o que pode ser executado e quando.

O Device Guard usa a nova segurança com base em virtualização no Windows 10 Enterprise para isolar o serviço de integridade do código do próprio kernel do Microsoft Windows, permitindo que o serviço use assinaturas definidas por sua política empresarial controlada para ajudar a determinar o que é confiável. Na verdade, o serviço de Integridade do Código é executado junto com o kernel em um contêiner protegido pelo hipervisor do Windows.

Por que usar o Device Guard?

Com milhares de novos arquivos mal-intencionados criados todos os dias, o uso dos métodos tradicionais, como detecção com base em assinaturas para combater malwares, oferece uma defesa inadequada contra novos ataques. O Device Guard no Windows 10 Enterprise muda de um modo em que os aplicativos são considerados confiáveis, a não ser que sejam bloqueados pelo antivírus ou por outras soluções de segurança, para um modo em que o sistema operacional confie apenas em aplicativos autorizados por sua empresa.

O Device Guard também ajuda a proteger contra ataques do dia zero e funciona para combater os desafios de vírus polimórficos.
 
Vantagens de usar o Device Guard
  • Você pode tirar proveito dos benefícios do Device Guard, com base no que ativar e usar:
  • Ajuda a fornecer forte proteção contra malwares, com capacidade de gerenciamento empresarial
  • Ajuda a fornecer a mais avançada proteção contra malwares já oferecida na plataforma do Windows
  • Oferece melhor resistência contra adulterações
Como o Device Guard funciona

O Device Guard restringe o sistema operacional Windows 10 Enterprise a executar apenas os códigos assinados por signatários confiáveis, conforme definido por sua política Integridade do Código por meio de configurações de hardware e de segurança específicas, incluindo:
  • UMCI (integridade de código do modo de usuário)
  • Novas regras de integridade do código do kernel (incluindo as novas restrições de assinatura WHQL (Windows Hardware Quality Labs))
  • Inicialização Segura com restrições do banco de dados (db/dbx)
  • A segurança baseada em virtualização para ajudar a proteger drivers e aplicativos do modo kernel e a memória do sistema contra possíveis adulterações.
  • Opcional: TPM (Trusted Platform Module) 1.2 ou 2.0
O Device Guard funciona com seu processo de criação de imagens. Portanto, você pode ativar o recurso de segurança com base em virtualização para dispositivos compatíveis, configurar a política de integridade de código e definir outras configurações do sistema operacional necessárias para o Windows 10 Enterprise. Depois disso, o Device Guard funcionará para ajudar a proteger seus dispositivos:
  • O dispositivo é iniciado usando a inicialização segura UEFI (Universal Extensible Firmware Interface), para que kits de inicialização não possam ser executados e para que o Windows 10 Enterprise seja iniciado antes de outros componentes.
  • Depois de iniciar com segurança os componentes de inicialização do Windows, o Windows 10 Enterprise pode iniciar os serviços de segurança com base em virtualização Hyper-V, incluindo a Integridade de Código do modo kernel. Esses serviços ajudam a proteger o núcleo do sistema (kernel), os drivers privilegiados e as defesas do sistema, como soluções antimalware, impedindo a execução de malware no início do processo de inicialização ou no kernel, após a inicialização.
  • O Device Guard usa a UMCI para garantir que tudo que seja executado no modo de usuário, como um serviço, um aplicativo UWP (Plataforma Universal do Windows) ou um aplicativo clássico do Windows seja confiável, permitindo que somente binários confiáveis sejam executados.
  • O Windows 10 Enterprise e o TPM (Trusted Platform Module) são iniciados ao mesmo tempo. O TPM fornece um componente de hardware isolado que ajuda a proteger informações confidenciais, como credenciais e certificados do usuário.

domingo, 3 de janeiro de 2016

Cachoeira de Fogo.


Maravilhas da natureza:

Uma cachoeira de fogo?
 
Se um dia você estiver no parque nacional de Yosemite, nos Estados Unidos, não se assuste se ver uma grande queda de lava no final da tarde.

Essa é Horsetail Fail (Queda do Rabo de Cavalo, em inglês).

Esta queda d'água que desaba do El Capitan (uma incrível formação rochosa vertica de 910 metros de altura, sendo um dos principais pontos da prática de alpinismo no mundo), possui uma característica muito singular. Por isso, El Capitan também é famoso por suas muitas cachoeiras.

Nas suas últimas semanas de fevereiro, quando os raios do Sol incidem sobre Horsetail Fail em um determinado horário, suas águas refletem e a ilumina com um brilho dourado dando a impressão de que cai lava ao invés de água, apresentando um show único e espetacular.

Este fenômeno marca o fim do inverno e o início da primavera no hemisfério.

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Cuidado redobrado com as ofertas caça cliques nessa BlackFriday

 
Cuidado redobrado com as ofertas caça cliques nessa BlackFriday

Fonte: IDGNow!

A partir desta semana e durante todo o mês de dezembro, criminosos podem executar campanhas de ransomware e malware , alerta F-Secure

Está aberta a temporada de compras de fim ano e, junto com ela, a temporada de campanhas de campanhas de ransomware e malware.

"Os criminosos estão à espreita das pessoas 365 dias por ano, mas os ataques se tornam mais constantes durante o fim do ano, porque mais pessoas fazem compras online", afirma Sean Sullivan, F-Secure Security Advisor.  "As pessoas devem se conscientizar de que sites poluídos de anúncios pode resultar em surpresas desagradáveis”.

O ransomware é um software malicioso que permite ao criminoso impedir o acesso ao computador da vítima até que ela pague um “resgate”. A F-Secure Labs observou um significativo aumento das detecções de diversas famílias de ransomware entre novembro e dezembro de 2014, incluindo um aumento de aproximadamente 300% da família Browlock, destacada como uma das dez maiores ameaças no mais recente relatório de ameaças da F-Secure.

O Browlock é um subconjunto de ransomware que os pesquisadores denominam “ransomware policial”, pois ele impede o acesso aos computadores das pessoas usando uma tela de bloqueio que alega agir em nome da lei. As detecções de ransomware policial aumentam significativamente antes e depois do fim de ano, mas os demais tipos de ransomware seguem outras tendências, em conformidade com a diferença de infraestrutura por trás deles. O subconjunto Cryptowall, que utiliza técnicas de criptografia para bloquear o acesso a conteúdos como imagens e documentos, usa agentes humanos para ajudar as vítimas a completarem seus pagamentos e desbloquear seus dispositivos. Apesar de ter pouca incidência, é mais um perigo a ser considerado durante o fim de ano.

Qualquer pessoa infectada com o Browlock ou outro ransomware policial pode consultar o F-Secure Labs’ removal guide (Guia de remoção da F-Secure Labs) para saber como remover o malware sem ter de pagar o resgate. Mas, ainda assim, a melhor defesa é que as pessoas evitem se expor a ameaças. Há algumas maneiras para minimizar os riscos ao fazer compras online.

1. Usar um iPad ou outro dispositivo móvel: Embora os dispositivos móveis sejam tão populares quanto os PCs, a maior parte do malware é projetada para comprometer PCs baseados em Windows; por isso, usar um dispositivo móvel para navegar nas ofertas de fim de ano pode minimizar os riscos. Sullivan diz que usa um iPad com o F-Secure Freedome para verificar as ofertas de fim de ano e obter ideias de presentes.

2. Fazer transações financeiras com um PC seguro: “Dispositivos móveis são muito convenientes, mas isso não os torna mais seguros”, diz Sullivan. Muitas pessoas têm, em seus dispositivos móveis, apps com permissões confusas ou invasivas; alguns até salvam dados em serviços de armazenamento na nuvem sem o conhecimento das pessoas. Embora a maioria das ameaças de malware funcione em Windows, os PCs tradicionais oferecem às pessoas mais maneiras de gerenciar as configurações que controlam as informações armazenadas, o que é importante quando se utiliza cartão de crédito ou informações bancárias online.

3. Cuidado com clickbait: Ofertas caça clique muitas vezes são propagandas maliciosas, uma maneira comum de fazer um download acidental de malware ou de entrar em websites maliciosos; por isso, pense antes de clicar em qualquer propaganda ou oferta por e-mail que pareça boa demais para ser verdade.

domingo, 8 de novembro de 2015

Enlouqueça! A vida é muito curta pra se viver em uma caixa.


Revista Bula
Por Lara Brenner

Não fale muito alto. Leve guarda-chuva. Pense duas vezes. Não esqueça a blusa de frio. Exercite-se. Sorria para a foto. Coma uma maçã por dia. Beba água. Use filtro solar. Invista em previdência privada. Estude. Economize 30% do salário. Leia a Bíblia.

Seja prudente.

Desde que se nasce, a cautela é um mantra: traz sanidade, decência e portas abertas para uma vida tanto reta quanto correta.

Prudente é ser comedido diante de decisões, obedecer aos pais, usar roupas adequadas e entender que ser astronauta ou artista plástico é um sonho estupidamente infantil. Adulto mesmo é sagrar-se médico, engenheiro, advogado ou concursado.

Dizem que uma vida sem prudência é loucura. De fato, somente um louco é capaz de corajosamente sondar sua alma para descobrir que cautela excessiva é espelho de medos alheios.

Um louco decide raspar a cabeça e raspa. Escolhe trocar de emprego e troca. Entende mudar de país e muda. Gasta mais tempo voltando a lanterna na direção de sua alma do que na dos outros, pois compreende que suas limitações são suas, suas conquistas são suas e sua vida é absolutamente sua.

Um louco de verdade não acredita no ridículo, porque intuitivamente sabe que a vastidão do mundo abarca tantas possibilidades quanto é possível elas existirem. Quando se percebe tolo, ri de si com carinho e começa de novo, sem medo de errar ou vergonha do mundo… É que este louco — quanta loucura! — entende que a dor engrandece, a humilhação ensina, a perda fortalece e o erro é a melhor de todas as escolas.

Há alguns séculos, a própria Loucura, pelas palavras de Erasmo, enalteceu a si mesma com sabedoria: “Há duas coisas, sobretudo, que impedem o homem de chegar a conhecer bem as coisas: a vergonha, que ofusca sua alma, e o temor, que lhe mostra o perigo e o desvia de empreender grandes ações. Ora, a Loucura nos livra maravilhosamente dessas duas coisas”.

No palco da vida, quase todos os homens passam de uma coxia a outra como um jovem soldado que vai para a guerra: sem compreender seu sentido real, caminhando rumo ao fim com passos firmes, recheados de vazio e dor. Afogados em prudência espartana, reúnem todo seu espanto a restringir a própria vida e vigiar a alheia. Uma viagem exótica, uma mudança de profissão ou qualquer detalhe que demonstre um pouco de coragem são suficientes para que debochem, fuxiquem ou reprovem.

Pobres prudentes, que se resumem a preto e branco, censurando o arco-íris de seus irmãos! Pobres prudentes, que fecham os olhos ao grande mar de vida em seus próprios corações! Fossem mais insanos, dedicariam seu tempo ao precioso autoconhecimento e não a debruçar-se sobre o que lhes desinteressa.

Somente um louco é capaz de mergulhar em si e questionar seu espírito com teimosia e curiosidade até compreender a fome que o move. Torna-se então consciente de suas prisões e liberdades, e aí mora o grande segredo de seu riso: ciente do que o prende, consegue transgredir. Apenas quem conhece as próprias prisões é capaz de libertar-se.

Ser louco é sobretudo não tornar os velhos hábitos um estilo, ser destemido para lançar-se nas ondas da vida, não se matar com opiniões de pessoas amargas, rasgar-se e remendar-se a cada dia e, acima de todas as coisas, ter coragem de ser fiel a si.

Troque de roupa, de ideia, de rumo ou de amor. Livre-se de velhas dores, providencie novo começo, peça demissão, enfrente medos antigos, dispense a coerência e respire novos ares. Ninguém nunca disse que o caminho há de ser reto. Basta que ele seja.

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Intransigência Cibernética

Obvious
Mariana Matutino

Com a popularização da internet e o maior acesso à informação, houve um crescimento nos casos de intolerância, preconceito e ódio. As redes sociais que foram criadas para conectar pessoas, diminuir distâncias, favorecer trocas de experiências, nem sempre são utilizadas de forma positiva; acabaram se tornando local para a propagação do preconceito. Nesse espaço um comentário pejorativo pode transformar a vida de uma pessoa e até gerar traumas.

Talvez a razão da banalização da sociedade sejam as redes sociais. Tem-se a internet com dezenas de fontes à nossa disposição, porém compartilhamos e concordamos com o que nossos “amigos” publicam e não conferimos a origem. Assim as redes não ajudam a desenvolver a inteligência necessária para entender o mundo em que vivemos.

Historicamente a partir da segunda metade do século 20 a tecnologia teve o seu grande upgrade, o resultado disso foi uma tecnologia elaborada e um ser humano intelectualmente trivial. Atualmente vivemos uma espécie de niilismo, onde as nossas crenças e valores tradicionais tornam-se infundados e perderam o sentido ou utilidade. Com o incentivo ao aumento da violência, nas divergências e discussões online, podemos atingir o caos.

Na internet, onde as pessoas expressam sua opinião acerca de variados temas, inclusive a vida cotidiana, as pessoas têm a falsa proteção do anonimato e, com esse pensamento, propagam o ódio gratuitamente, atingindo pessoas das mais diferentes formas; refletindo o pensamento de uma sociedade que se diz pacífica, porém é cheia de preconceitos. A tolerância até existe, desde que grupos menores não tenham visibilidade.

As redes sociais podem ser utilizadas para a discussão de problemas sociais, econômicos e culturais. Porém a discussão, muitas vezes, acaba tendo um rumo negativo e preconceituoso. Talvez com cidadãos mais instruídos, com maior incentivo e acesso à leitura, informação e uma consciência crítica da realidade, as redes sociais deixem de ser palco para declarações de ódio e preconceito. Talvez aumentando a punição dos crimes cibernéticos, mudando a cultura do respeito na internet, possamos diminuir esses crimes. Nas redes sociais todos podem ser vítimas da cultura do ódio. Lembrando que: a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional são práticas criminosas. Mas, são considerados de pequeno potencial ofensivo, com penas de no máximo dois anos de reclusão, passíveis de serem transformadas em multa ou prestação de serviços comunitários.

Quando as redes sociais são usadas para a discussão da política, há a formação de grupos extremistas e intolerantes. Seus participantes, na maioria das vezes, cegos pelo ódio atacam qualquer opinião divergente. Mas, poucas pessoas tem consciência de que na rede as informações podem ser manipuladas que os filtros automáticos podem ajudar com a formação da opinião sobre determinados fatos. Se a timeline do facebook, por exemplo, é montada conforme os dados do usuário, que vê e compartilha mais de determinado assunto, mais desse determinado assunto é mostrado. O conteúdo é personalizado e previamente filtrado, o algoritmo exclui o que não é “adequado” aos nossos perfis. Os filtros são criados matematicamente, sem nenhuma reflexão a respeito dos gostos ou preferência reais dos usuários. Assim, a divergência de opiniões tende a sumir da nossa timeline.

Unindo filtros “inteligentes” à correria da vida contemporânea, temos a tendência de absorver somente aquilo que é dado como verdadeiro. Viramos consumidores passivos de informação, justamente como é feito com a TV, sem interagir diretamente com os fatos. Acabamos por concordar que tudo o que aparece é verídico, afinal de contas todos têm a mesma opinião, com uma informação repetida inúmeras vezes e, dependendo do grau de polêmica temos uns mais revoltados que outros, aumentando o sentimento de ódio sobre determinado assunto, diminuindo o tempo de reflexão sobre o tema.

Assim, nos tornamos especialistas na nossa própria opinião e, criamos um exército de pessoas que concordam, sem saber exatamente o porquê estão concordando ou estão se envolvendo. A tecnologia em si não é boa ou má, bom ou ruim é o uso que fazemos dela.

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Entenda o que é RAID e como utilizar.


RAID - Redundant Array of Independent Disks
(Conjunto Redundante de Discos Independentes) 

O RAID é um mecanismo que permite a criação de um subsistema de armazenamento combinando vários discos individuais, com a finalidade de ganhar desempenho e/ou segurança. Em outras palavras, RAID seria a utilização de dois ou mais discos rígidos (HDD) ou unidades de estado sólido (SSD) trabalhando em conjunto.

O RAID faz com que o sistema fique mais rápido por meio da técnica chamada de divisão de dados - conhecida como RAID 0 -, ou fique mais seguro por meio da técnica de espelhamento - RAID 1. Ambas as técnicas podem ser utilizadas em conjunto ou isoladamente. Essas são as mais utilizadas hoje em dia.

O RAID 0 funciona da seguinte maneira: ele unirá a capacidade dos dois HDDs ou dos dois SSDs (dois SSDs de 120GB serão "lidos" como um único de 240GB) e passará a dividir os arquivos entre eles. Por exemplo: um arquivo de 10GB será divido igualmente entre os dois SSDs (cada um recebe 5GB). Essa técnica faz com que a leitura do arquivo seja mais rápida, pois irá utilizar duas unidades de armazenamento ao mesmo tempo para acessar um arquivo.

Já o RAID 1  funciona como uma replicação. Os dois SSDs ou HDDs possuirão o mesmo conteúdo, para que, caso um deles pare de funcionar, o usuário tenha o outro como forma de backup, dobrando a segurança dos dados. 

Lembrando que, por mais que as placas-mãe recentes estejam - em sua maioria - suportando RAID, não são todos os chipsets que permitem o uso dessa tecnologia. É importante ressaltar que o mecanismo não é limitado a apenas duas unidades de armazenamento; ele pode ser usado em três, em quatro etc

Configurações RAID:

RAID 0: permite que você melhore o desempenho usando múltiplos HDs. Quando o utiliza, o seu computador grava os dados em dois ou mais HDs de forma igual. Um exemplo, você grava 1GB de dados, 500MB fica armazenado em um HD e os outros 500MB, em outro HD. Assim, quando os dados precisam ser lidos, ele lê um pedaço de cada HD, mais rápido do que fazer em apenas um. Uma das desvantagens desse modo é que caso um dos HDs falhe, todos os seus dados são perdidos.

 RAID 1: Com esse sistema, ambos os HDs são espelhados. Quando o computador grava 100mb de dados em um dos discos, ele também armazenará os 100MB no outro disco. Se um dos discos falhar, não tem problema, pois o outro tem uma cópia atualizada de todo seu conteúdo.
RAID 2: Apesar de menos usado hoje em dia, o RAID 2 era utilizado na época em que os HDs não tinham contagem de erros. Sendo assim, ao invés de paridade você conta com um HD que utiliza ECC (Error Correcting Code) para diminuir a taxa de erros em seu disco rígido. Atualmente, existem soluções melhores para evitar erros em seu HD, o que o torna obsoleto. 
RAID 3: Um dos modos mais raros de se ver sendo usado. Ele separa os arquivos em bytes, não em blocos como se vê normalmente. Um disco é utilizado para paridade. Apesar de conter leitura e gravação rápida, os discos tem de girar em sincronia para obter os dados. Leitura aleatória de dados dentro do HD também sofre com desempenho.
RAID 4: Com a necessidade de se ter três HDS, o RAID 4 armazena todos os dados desses HDs em um disco reservado de paridade. O problema nesse caso vem de que sua velocidade não é tão boa, graças a ter um disco inteiramente reservado de paridade. Assim como o RAID 2, é pouco usado fora de empresas.
RAID 5: Para utlizar o RAID 5 é necessário no mínimo três HDs. As informações de paridade são divididas em vários HDs, sendo assim, se um HD falhar, os dados continuarão armazenados em outros HDs. Sua desvantagem vem de que é um sistema relativamente complexo de gerenciamento de HDs, mas conta com uma leitura rápida.


RAID 6: Similar ao RAID 5, mas com uma proteção de segurança a mais por um bloco de paridade extra. São dois blocos para cada bit de dados armazenado nos HDs. Se dois HDs falharem em um RAID 5, você não terá seus dados armazenados, o que pode ocorrer em RAID 6 e você ainda poderá ter seus arquivos salvos. Não são todos os HDs que aceitam o RAID 6.

RAID 0+1 (10): Divide os dados entre os discos primários e espelha os dados nos discos secundários. Sendo assim, ele mantém o desempenho do RAID 0 com a segurança do RAID 1.

Existem duas maneiras para você usar os seus HDs em modo RAID: Hardware ou Software.

Caso decida usar o hardware, você tem de fazer isso por meio de sua BIOS para configurar o controlador RAID do hardware. Como cada BIOS é diferente, é necessário dar uma lida no manual para os passos indicados. Você pode também acessar o site oficial da fabricante do disco rígido para obter mais informações.

Caso selecione o modo software, uma boa escolha é o programa espaços de armazenamento do Windows presente nas versões Win 8.1 e Win 10.

Por meio de uma interface simples, você pode agrupar diversos discos físicos em um único só e espelhar os seus dados ou espalhá-los igualmente.